quarta-feira, 29 de abril de 2020

A CULPA, MEU CARO BRUTUS, NÃO ESTÁ NAS ESTRELAS...

“Assim, cada um de nós será responsável por sua vida diante de Deus.” – Rm. 14:12 (NVT)

A frase incompleta que trago no título deste texto, provém duma obra literária clássica: a tragédia “Julius Cesar” de William Shakespeare. Trata-se de uma peça teatral, que retrata a conspiração contra o ditador romano Júlio César, baseada inteiramente em factos reais da história romana. Nesta história existia um personagem de nome Marcus Junius Brutus, sobrinho do imperador romano Júlio César ou, eventualmente, seria mesmo seu filho segundo alguns historiadores, e este era um dos conspiradores para o assassínio do imperador.

Existem alguns diálogos entre estes dois personagens e, em determinada altura, a conversação leva a esta frase que aqui está de forma incompleta. Esta, neste caso, revela a responsabilidade que Brutus deveria assumir nos processos que estava a realizar, mesmo em domínios de conspiração e traição. A frase completa é: “A culpa, meu caro Brutus, não está nas estrelas, mas em nós próprios!” Muito interessante... O próprio traído levava o traidor a assumir e viver na responsabilidade das acões assumidas!

Mas nós, como cristãos, filhos de Deus, somos responsabilizados para o bem e não para o mal, e devemos viver na responsabilidade que nos tem sido outorgada pelo próprio Deus. Tu e eu somos sal da terra e luz do mundo (Mt. 5:13,14), chamados para proclamar as grandezas de Deus (I Pd. 2:9). Não vais ficar à espera que sejam os outros a levar a tua responsabilidade avante... Não podes fazer isso!

Hoje, e a partir deste momento de mudanças profundas que estamos a viver em todos os domínios, tens a oportunidade única de te deixares transformar e transformar tudo o que está no teu mundo e à tua volta. A responsabilidade da tua vida está nas tuas mãos, mas Deus quer potencializá-la muito acima do que tens pensado ou idealizado.

Não esqueças jamais: Deus conta contigo e entregou-te responsabilidades pessoais e exclusivas.

Com amor,
Pr. José Carlos Ribeiro

quinta-feira, 23 de abril de 2020

SÍNDROME DE CALIMERO

“O homem respondeu a Deus: ‘Foi a mulher que me deste! Ela me ofereceu do fruto, e eu comi.’ ” – Gn. 3:12 (NVT)

Desde os anos 60 que existe um personagem de animação, e que muitos se devem lembrar – o Calimero. Este era um pintainho de cor negra, o único entre uma família de galos amarelos. Vestia metade da sua casca de ovo sobre a cabeça e, assim, protegia a sua identidade. Era uma proteção para encobrir o medo em que vivia.

As características deste famoso pintainho eram a sua meiguice, aspeto e voz frágeis, triste e infeliz, chorão e muito queixoso de tudo. Era um personagem que trazia um peso em cima dos ombros devido a tudo e todos que o circundavam e com quem se relacionava.

Lembro-me bem, quando eu tinha por volta de 7/8 anos, que era por demais irritante aturar este personagem. Tudo o que lhe acontecia era culpa dos outros e sempre tinham por objetivo prejudicá-lo! Honestamente, eu não aguentava o Calimero! O Calimero carregava um síndrome de perseguição e culpabilização do sistema. Nunca era culpado de nada e sofria sempre por causa dos outros! Chamo a este síndrome, o síndrome de Calimero.

Hoje assistimos a uma cultura maioritariamente “calimeriana”. A culpa é do governo, do país, do chefe, do colega, da esposa,  do filho, do baixo salário, da genética, da igreja ou até do pastor! Os “calimerianos” gostam de ser irresponsáveis e atiram as culpas para todos os demais! Adão e Eva sofriam deste mesmo síndrome, e nem um, nem outro, assumiram a culpa da desobediência às ordens de Deus.

Jesus veio para nos recuperar integralmente deste síndrome que se apossou da raça humana. Ele aceita-nos como estamos, mas transforma-nos em quem Ele quer que sejamos.

Jesus já te transformou? Ou ainda és uma “teoria calimeriana”?
Em Jesus há transformação. Segue-O e sai dessa!

Com amor,
Pr. José Carlos Ribeiro

quinta-feira, 16 de abril de 2020

A DEPURAÇÃO DO ONLINE

"Pois a quem tem, mais será dado, e terá em grande quantidade. Mas a quem não tem, até o que tem lhe será tirado." - Mt. 25:29

Estamos a viver no tempo pleno e integral de dependência do online. Com isto não estou a dizer que é mau, nem que é bom.

As empresas subsistem com os seus colaboradores em tele-trabalho, o ensino faz-se em vídeo-conferência, compra-se e vende-se através de sites de comércio online, os congressos e conferências são convertidos em webinars, as famílias falam-se e vêem-se por aplicações em smartphones, as igrejas transmitem as suas liturgias pelos diversos canais digitais, os personal-trainers fazem os seus treinos nos seus canais YouTube, os couchers e influencers dão as suas palestras ou mostras motivacionais nas redes socais, as entrevistas são realizadas em diretos no instagram... E esta lista não acabaria tão depressa!

O facilitismo de aceder ao que se quer e quando se quer nunca foi tão elevado! E com esta facilidade sempre há um lado avesso. Qual é este lado?

O ser humano (principalmente o latino) sempre foi exímio em fazer parecer muito, fazendo pouco. E esta redundância de agenda online tem levado muitos a se especializarem neste âmbito de ação fraudulenta. Há empresas que estão a ter problemas com funcionários que não cumprem os seus horários de tele-trabalho contratual, alunos há que não assistem às aulas online marcadas, e assim vai acontecendo nos diversos domínios já mencionados.

O que ainda é de lamentar mais, é verificar aqueles que na Igreja estão a proceder da mesma maneira. Aproveitando o online para se desligarem das suas responsabilidades e compromissos assumidos no chamado e comissionamento deixado por Jesus. Afinal, o que fazemos para a construção do Reino de Deus na terra é somente para ser visto? Para agradar a alguém? Mas quando não nos vêem, desaparecemos?

Este é um tempo de depuração! Depurando, tudo fica mais puro, e para o novo tempo que a igreja e mundo vai viver, esta depuração precisa-se. Afinal, o covid-19 estará a ser uma ferramenta de depuração?

Faz a tua parte, usa tudo o que Deus depositou em ti e honra o que os outros te confiaram. Avança e multiplica para o novo!

Com amor,
Pr. José Carlos Ribeiro

quarta-feira, 8 de abril de 2020

PESCADINHA DE RABO NA BOCA


"O cão voltou ao seu próprio vómito; a porca lavada, ao espojadouro de lama." - 2 Pd. 2:22

Tanto esta expressão portuguesa, como este versículo bíblico, são possuidores de palavras muito fortes e com um significado sensível para alguns. Significado com uma conotação negativa e nada agradável.

Nesta passagem do segundo livro de Pedro, o autor revela a natureza duvidosa e pecaminosa dos homens e mulheres que são dados como falsos profetas e falsos mestres. Mas, afinal, quem são estes falsos? Bem... Tudo o que é falso é aquilo que não é verdadeiro, certo? Pois verifique cada um o que é, e veja-se com olhos de análise e verificação da condição de falsidade ou verdade em que anda e caminha. Todo aquele que profere uma coisa mas faz outra, é falso.

Vivemos um tempo em que a igreja está sob a mira dos ouvintes de púlpitos! Pois é! Tudo aquilo que outrora proferimos e declaramos como filhos de Deus, como cristãos, ou como pertencentes a uma determinada igreja, é agora motivo de julgamento pelos demais que estão à nossa volta. E devo dizer... É muito certo e natural que isso aconteça. Este é o momento em que tudo o que já declarei da minha experiência ou não com Deus, deve ser manifestado e testado.

Meu querido leitor! Estamos a viver o momento de quebrarmos o ciclo repetitivo de "falsos" que toda a vida poderemos ter levado. Agora é o momento, pois o tempo que aí vem será o de ver expresso, em tudo e em todos, tudo aquilo que semeamos!

Não estejas preso no ciclo duma pescadinha de rabo na boca!

Com amor,
Pr. José Carlos Ribeiro

quinta-feira, 2 de abril de 2020

PAGAR O PREÇO

“...anulou a conta da nossa dívida, com os seus regulamentos que nós éramos obrigados a obedecer. Ele acabou com essa conta, pregando-a na cruz.” – Cl. 2:14 (NTLH)

Há poucos meses estive na Coreia do Sul. Participei de diversas iniciativas levadas a cabo por uma mega-igreja em Seul, entre elas, uma conferência para pastores e líderes oriundos de 120 países. Éramos 500 pastores em representação destas nações que coabitamos, e oramos, celebramos e profetizamos as verdades do Reino de Deus sobre a terra e o ser humano.

Entre estes pastores e líderes, conheci um pastor do Mianmar (antiga Birmânia) onde se tem vivido um tempo de grande perseguição e genocídio aos cristãos e aos muçulmanos. O Mianmar é um país budista. Era um homem jovem, por volta de 40 anos de idade, franzino, de aspeto frágil, alegre, casado e pai de 5 filhos, usava um nome falso e não podia aparecer em fotos. Tudo por causa da perseguição no seu país.

Em algumas conversas que fui tendo com ele, espantou-me a sua coragem e ousadia no seu discurso e experiência de uma vida perseguida mas cheia de graça do Pai, correndo risco de vida com ameaças de morte. Confessava-me ele que, tinha a certeza, mais dia menos dia, ele e a sua família seriam certamente assassinados. A certa altura perguntei-lhe porque não pegava na sua família e vinha viver em segurança noutro país. Fiquei envergonhado com a sua resposta peremptória e clara. Ele disse que as pessoas que seriam alcançadas pela sua vida e pelo seu ministério precisavam que ele continuasse lá, caso contrário, não seriam alcançadas e caminhariam enganadas para o inferno! Fiquei sem fôlego, as lágrimas vieram-me aos olhos e senti uma vergonha como nunca!

Apesar de Jesus ter pago o preço completo na cruz do calvário (“Está consumado” – no original grego “Tetelestai”) e o Apóstolo Paulo nos refrisar essa verdade em Colossenses 2:14 (“anulou a conta da nossa dívida” – no original grego “Tetelestai”), este preço não anula a ação/reação devida à proclamação do Evangelho neste mundo.

Hoje, uns quantos dizem-se prejudicados pela pandemia Covid-19, preocupados pelas suas vidas, atividades e prazeres. Mas, verdadeiramente, não estamos sequer a pagar qualquer preço em favor dos demais.

Acorda igreja, acorda ser humano. Há um preço a pagar e tu tens um para pagar!

Com amor,
Pr. José Carlos Ribeiro

sábado, 28 de março de 2020

CASCA GROSSA

“Mas o fruto do Espírito é amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio.” – Gl. 5:22-23

A fruta é maravilhosa. É das coisas que mais aprecio comer. Toda, sem excepção, é deliciosa, pelo menos para o meu gosto. Delicio-me com morangos, um dos frutos que mais aprecio, delicio-me com pêssegos, diospiros, figos, papaias, laranjas, enfim, um sem número de frutas que me fazem crescer água na boca!

Acontece ter em mãos frutos tão apetecíveis à vista que, prontamente, vou buscar saciar este desejo. Uma bela laranja... hum! Redonda, grande, de casca brilhante... hum! Pego nela e... ui, é tão leve?! Começo a descascar e vejo uma casca tão grossa, tão grossa, que a verdadeira laranja é menos de metade do tamanho total! Ainda por cima tem pouco sumo, é seca, pouco doce! Eish... Que desconsolo!

É desconfortante! Comer uma fruta que aparenta ser uma coisa e depois é outra totalmente diferente, é algo que cria sensações negativas e de constrangimento. Certamente que não voltarei a comprar esta laranja no mesmo lugar onde a comprei.

Quantas vezes temos sido frutos de casca grossa? Aparentamos honestidade, altruísmo, dedicação, sacrifício, amor, um sem número de atributos “religiosos” que nos ficam tão bem. Lá no fundo, sabemos bem que a visibilidade exterior que demonstramos não é concordante com o “sumo” que transportamos e, dessa forma, não nos deixamos envolver com os outros, protegemo-nos e fechamo-nos numa pretensa timidez. Só para não nos deixarmos “descascar”!

Deixa-te disso... Sê uma verdadeira fruta, deliciosa, que alimenta a muitos, que muitos querem experimentar e provar, saciando a todos e levando-os a encontrar a verdadeira fonte deste “sumo” – o próprio Espírito Santo de Deus!

Uns gostam, outros não. Não faz mal! Preocupa-te com o fruto que há em ti! 

Com amor,
Pr. José Carlos Ribeiro

sexta-feira, 20 de março de 2020

COVID-19... PODER OU SUBMISSÃO

Pois o Espírito que Deus nos deu não nos torna medrosos, pelo contrário, o Espírito nos enche de poder e de amor e nos torna prudentes. – II Tim. 1:7 (NTLH)

Estamos perante um inimigo comum e desconhecido! Enfrentamos uma luta que seguirá por muito tempo, se não no campo viral, o será no campo económico mundial.

Mas precisamos encarar esta nova situação de vida e de quotidiano, como algo favorável a tantos outros domínios, os quais não contemplávamos antes: temos mais tempo com a família; valorizamos as coisas mais vulgares; dedicamo-nos à simplicidade; ansiamos a volta do relacionamento social; pomos em dia as arrumações que estavam pendentes; etc.

Apesar do mal que este vírus traz consigo e do mal que está a infligir em tantos por todo o mundo, cabe-nos agradecer a Deus pelo Seu cuidado e zelar pela nossa conduta de vida e confiança n’Ele.

Há um medo imposto pelo sistema deste mundo que tem levado muitos a derrapar na sua fé, constância e dependência de Deus. Um medo que atravessa fronteiras, relacionamentos, conjunturas e funções. Mas precisamos verificar pela Palavra do próprio Deus que este medo tem que ser submetido a um poder outorgado por Deus, e não a um vírus que de Deus não tem nada!

Quando Deus criou o homem e a mulher, declarou que seria criado com poder sobre a restante criação (Gn.1:26). O poder de Deus está outorgado ao próprio homem (humanidade) por decisão divina. Sim... É verdade que perdemos este poder a partir do momento que o homem pecou e se afastou de Deus, mas a história não termina aqui! Deus enviou o Seu Filho Jesus para que este poder fosse novamente entregue nas mãos do ser humano! O Plano inicial de Deus para a humanidade, não foi restringido a uma estação... É um plano intemporal e eterno!

O homem natural tem trazido um vaticínio de derrota e descrença perante o inimigo covid-19, mas o Poder de Deus vence toda a sabedoria humana. É chegada a hora de vivermos o que pregamos... Vivermos aquilo que durante tanto tempo temos dito “Amém!”... Anunciarmos a resposta de Deus ao pessimismo humano!

O meu ensinamento e a minha mensagem não foram dados com a linguagem da sabedoria humana, mas com provas firmes do poder do Espírito de Deus. – I Cor. 2:4 (NTLH)

Com amor,
Pr. José Carlos Ribeiro

quarta-feira, 11 de março de 2020

O CAROCHA, THE BEETLE, LA COCCINELLE, O FUSCA...

“Levem uma vida pura e inculpável como filhos de Deus, brilhando como luzes resplandecentes num mundo cheio de gente corrompida e perversa.” – Fp. 2:15 (NVT)

Sou um apreciador de automóveis antigos e admiro o avanço tecnológico que a indústria automóvel desenvolveu durante o passado século XX. Um dos automóveis clássicos que mais admiro, um clássico popular, é o carocha. Um veículo diferenciado dos demais da sua época, e não só, em muitos aspetos: a sua forma única, a mecânica extremamente simples, a fiabilidade, a robustez, a facilidade de condução, a inovação do sistema de refrigeração a ar, o motor boxer de baixo centro de gravidade, o espaço para os ocupantes, a economia... Tudo isto eram itens que levaram o carocha a ser um automóvel recordista de produção. Produziram-se mais de 23 milhões de carochas ao longo de mais de 70 anos de produção. De facto, a engenharia, a criatividade e a ousadia de Ferdinand Porsche (o engenheiro criador e projetista do carocha) no desenvolvimento deste veículo, levou a este sucesso em tantos domínios.

Um carocha é um carro que sobressai entre a multidão. Sobressai por ser diferente, mesmo nos dias de hoje, e continua a ser um automóvel que ou se gosta, ou se desgosta! É mais um exemplo de que o gosto humano pelas diversas coisas e valores não é universalista. No entanto, o carocha é sempre visível no meio das ruas e demais veículos e continuará a ser um marco na indústria automóvel. Já tive alguns e testemunho que é um automóvel realmente diferente!

Pensando no ser humano, cada um de nós é único em seus diversos aspetos identificativos, seja por valores, caráter, personalidade e temperamento, aspeto físico e muito mais. Somos únicos e diferenciados! E, se levarmos em conta o facto de sermos filhos de Deus, chamados e colocados aqui para “brilhar como luzes resplandecentes num mundo cheio de gente...”, ainda mais se notará essa diferenciação entre os demais. Mas há um senão, tal como no carochinha desta história... É que uns gostam e outros desgostam!

Nunca será possível brilhar e fundar referência no meio da multidão, se te permitires diluir entre ela e agradar a todos!

Sê “carocha”... Sê referência... Sê quem tu és!

Com amor,
Pr. José Carlos Ribeiro

quinta-feira, 5 de março de 2020

AMIGOS

"Ninguém tem maior amor do que este: de dar a sua vida pelos seus amigos.” – Jo. 15:13

O que é um amigo?
Hoje falamos muito de amigos em forma virtual: “Ele já é teu amigo no Facebook?”; “Aceitaste o seu pedido de amizade?”; “Não o sigo porque deixou de ser meu amigo.”; “Não sou mais seu amigo porque não faz like.”; etc, etc, etc... Mas também falamos dos amigos que não consideramos mais nossos amigos: “Acabei com esta amizade porque não estava a ganhar nada com ela.”; “Era meu amigo mas disse-me coisas muito fortes.”; “Apesar de amigos, sempre senti que um dia iríamos deixar de o ser.”; etc, etc, etc.

Mas o que é um amigo?
Não me compete dizer o que um amigo é, pois cada um de nós tem várias concepções e experiências de amizades. Desejo, no entanto, ressaltar algumas qualidades da amizade.

Uma amizade não depende de circunstâncias. Seja por separação geográfica ou por um tempo extenso passado. A amizade verdadeira perdura.
Uma amizade não busca interesses pessoais próprios. O amigo tende a servir sempre o outro, independentemente das condições existentes. Quando um amigo busca somente ser servido pela amizade, isso não é amizade.
Um amigo fala abertamente o que precisa ser dito. O verdadeiro amigo manifesta-se sempre interessado em que o amigo se desenvolva e se corrija. É capaz de expor as necessidades de melhorias do seu amigo, ou mesmo as debilidades em que este se encontra.
O verdadeiro amigo é aquele que, se pensares num momento difícil que venhas a passar, tu sabes que estará sempre disponível.
O amigo não mente só para agradar ao amigo. Diz sempre a verdade, mesmo que isso incorra em algum tipo de desconforto.

E o que estás tu a fazer com este sentido de amizade? Queres ter amigos ou queres ser amigo? Pois... É diferente!

Jesus é o AMIGO! Ele deu a sua vida por todos os demais sem os conhecer... Sem me conhecer! A amizade de Jesus não dependeu de quem eu sou... Dependeu de quem Ele é!

Estás disposto a ser amigo?

Com amor,
Pr. José Carlos Ribeiro

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2020

A FÉ É PARA CORAJOSOS!

“Sem fé ninguém pode agradar a Deus…” – Hb. 11:6a (NTLH)

Há poucas semanas atrás conheci o recordista guiness da maior onda gigante surfada, recorde atingido em 2018 nas famosas ondas da Nazaré. Tive a oportunidade de conversar algum tempo com ele e saciar alguma da minha curiosidade em saber o porquê de alguém colocar a própria vida em risco em busca de um momento de satisfação, realização ou simplesmente de cumprimento de um sonho.

Conversando, descobri um homem que tem prazer em colocar a cada limite ultrapassado novas fasquias, novos desafios e criar novas oportunidades de êxito que podem, naturalmente, degenerar em fracassos. Verdadeiramente, dizia ele, para conseguir a “onda” desejada neste alvo, são incontáveis as quedas, as ondas perdidas e os “fracassos”, os quais inclusivamente levam a acidentes fatais e cruéis. Mas o alvo, o objetivo, é sempre subir mais alto e conseguir a maior onda... No entanto, para isso acontecer, é preciso estar no mar com a sua prancha e preparado para o feito memorável. Nessa altura ele diz: “A fé é pra corajosos!”.

Foi inspirador! Constatando esta revelação simples, mas tão palpável, posso experimentar como a vivência de uma “fé” não é um ato esporádico e fortuito de um acaso. Chegar ao alcance de um sonho é um ato deliberado e intencional, ainda para mais quando esse sonho faz parte de uma ordem ou de um desígnio de Deus para a minha vida!

Sim, é preciso coragem, muita coragem para avançar em mares e ondas que podem trazer o fracasso, mas sem estar mergulhado nesse mar expectante da oportunidade que sempre vem, certamente não vou experimentar esta satisfação e realização.

A decisão está tomada faz muito tempo… Aplicar coragem na fé do alcançável. Sei que Deus vai continuar a operar e a trazer honra nos passos dados.

Não crês que é chegada a hora de tu também entrares no mar?
Entra… A tua onda está a chegar!

Com amor,
Pr. José Carlos Ribeiro

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020

HERÓIS DO CHAMADO!

“...depois de terem feito tudo o que lhes foi ordenado digam: «Somos servos inúteis, porque fizemos apenas o que devíamos fazer.»” – Lc. 17:10 (NAA)

Jesus deixou um grande chamado a todos quantos lhe pertencemos, para obedecermos e cumprirmos – “ide por todas as nações, pregai o evangelho a toda a criatura...” (Marcos 16:15-18) –, e este chamado implica ação. Fazer aquilo que Jesus ordenou é simplesmente obedecer-Lhe e cumprir com o mais básico do Seu chamado sobre nós.

Não raras vezes, somos levados a viver numa ostentação ministerial por lhe sermos obedientes e sermos seres que se comportam como “heróis”!

O cumprimento de um chamado que reside na minha vida não é, de forma alguma, um ato heróico... É um ato de mera e simples obediência. O herói é Aquele que deu a Sua vida e deixou um legado de conquista, alcance e influência por todas as gerações passadas e vindouras. Esse é Jesus e esse é O Herói!

Está na moda dizermos que aqueles que Deus está a usar não têm face, mas será que quando cumprimos algo na Sua Vontade e nos faz sentir úteis, ficamos pelo anonimato e deixamos verdadeiramente as selfies, os relatos e as auto-promoções de lado?

Este é o momento de seguirmos o chamado, não o heroísmo!

Com amor,
Pr. José Carlos Ribeiro

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2020

QUEM NÃO APARECE, ESQUECE!

"Haverá mãe que possa esquecer o seu bebé que ainda mama e não ter compaixão do filho que gerou? Contudo, ainda que ela se esquecesse, Eu jamais me esquecerei de ti!" - Is. 49:15 (KJA)

É muito verdade que quem não aparece, fica esquecido! Isto acontece em todos os âmbitos sociais e, por isso, é tão importante sermos pessoas que sociabilizamos de todas as formas possíveis, afim de nos mantermos com as portas abertas a todos os que de nós precisam e para todos aqueles de quem venhamos a precisar. Mas, para isto acontecer, é necessário existir um esforço contínuo de manutenção de relacionamentos. Esses relacionamentos poderão nem ser os que mais nos apetece mas, se entendermos a necessidade desta gestão, certamente não iremos protelar mais este procedimento. Caso contrário, seremos os seres mais vis e isolados deste mundo.

É difícil sentirmo-nos esquecidos e abandonados, sendo que a culpa de tal sentimento é geralmente nossa mesmo! Não damos notícias, não partilhamos necessidades, não buscamos ajuda nos outros, barricamo-nos nos relacionamentos virtuais das redes sociais, e por aí vamos... sendo cada vez mais esquecidos! Por muito que nos custe, há uma necessidade premente de nos relacionarmos, pois todos os relacionamentos trazem pontes e ligações que inequivocamente um dia nos trarão utilidade.

Há uma relação direta entre o nosso relacionamento com Deus e o nosso relacionamento com os outros! Quando o nosso relacionamento com os outros é limitado ou delimitador, então o nosso relacionamento com Deus está também limitado.

Não vaciles! Deus quer ter um relacionamento contigo e está sempre pronto para te acudir, te auxiliar e te empurrar para cima! É o próprio Deus que o diz - "...jamais me esquecerei de ti!"

Não sejas esquecido... Aparece!

Com amor,
Pr. José Carlos Ribeiro

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2020

SERVIÇOS SECRETOS

“É impossível esconder uma cidade construída no alto de um monte.” – Mt. 5:14 (NVT)

Verifico que a atual sociedade vive sem complexos em mostrar aquilo que cada um é, em que crê, ou no que se revê. Tanto para o bom como para o menos bom. Todos gostamos de aconselhar os restaurantes que apreciamos, defendemos o clube que somos adeptos, manifestamos a nossa cor política, partilhamos as nossas conquistas pessoais, e tantas outras coisas que neste tempo nos agrada testemunhar, por vezes, até com algum orgulho desmesurado!

O mundo à nossa volta está carente de referenciais de valores e, por isso mesmo, esta abertura “ideológica” em tantos domínios tem trazido uma nova e grande oportunidade de cada um se afirmar naquilo que acredita ou desacredita. No âmbito do testemunho de fé ou crença religiosa isto está também a acontecer de forma natural e, não poucas vezes, temos protelado aproveitá-la.

Numerosas vezes Jesus ensinou por ilustrações e analogias de contexto cultural e temporal, mas os Seus ensinamentos são sempre transversais ao tempo e contextos, levando a experimentarmos as verdades de Jesus como verdades absolutas e realizáveis. Jesus ensinou que uma cidade construída em cima de um monte, é impossível ficar invisível aos olhos de todos. De facto esta é uma ilustração perfeita para o que Ele nos está a ensinar... No meio de tanta vegetação verde e de beleza natural, a construção humana de betão, pedra ou ferro, não passará despercebida.

Da mesma maneira como temos defendido tantos outros valores, ou até mesmo desvalores, é este o momento mais propício para deixarmos de nos comportar como os “serviços secretos” do Reino de Deus, aqueles que ninguém reconhece e que nunca se identificam para não causar reações. O mundo de hoje precisa ser reacionado... Reacionado pelo bem e pela manifestação do Poder de Deus.

Deixa lá isso dos “serviços secretos”! Sê visível e bem visível. O mundo precisa de ti!

Com amor,
Pr. José Carlos Ribeiro