quarta-feira, 29 de janeiro de 2020

RESULTADOS OU PROCESSOS

“O amo de José mandou-o prender e meter numa prisão, onde costumavam ficar os que eram presos por ordem do rei. Mas mesmo lá na prisão, o SENHOR estava com José...” – Gn. 39:20-21a

Posso confessar, sem qualquer problema, que durante uma parte da minha vida vivi em busca de resultados. O alcançar objetivos, estar posicionado na meta, receber o benefício final, tudo isso era o mais desejado e procurado. Sem dúvida que o sistema em que vivemos nesta sociedade pós-moderna ocidental, nos tem levado a adquirir este tipo de postura perante a vida e suas adversidades, criando em cada um de nós uma apetência natural e inconsciente de termos resultados expectáveis em tudo o que metemos as mãos.

Da mesma forma os nossos referenciais (pessoas, líderes, figuras públicas, influencers, etc.), são motivo de, tantas vezes, nos fazerem querer chegar aos seus estágios e níveis de sucesso observados ou presumidos. Há todo um modo de funcionamento deste sistema que nos escamoteia os processos em virtude dos resultados visíveis mas, em todos estes, existem processos, por vezes árduos e demorados, que desenvolvem os resultados tão apetecíveis.

O José da Bíblia sabia que iria ser Governador do Egito. Deus já lho tinha revelado! A certeza fundamentada naquilo que Deus lhe revelou era inabalável, fossem quais fossem as circunstâncias pelas quais ele passasse. Eu sei que todos gostaríamos de ter o RESULTADO de José... Ter um lugar de destaque, de influência e de reconhecimento público. Mas, certamente, nenhum de nós gostaria do PROCESSO pelo qual José teve que passar. Traído, vendido como escravo, preso, humilhado, falsamente acusado, enfim... Um sem número de circunstâncias adversas à prossecução do resultado prometido.

Há PROCESSOS pelos quais tens que passar. Não há volta a dar. Estes processos são a prova de que as promessas dos RESULTADOS de Deus em tua vida serão alcançados, com base à tua fidelidade e comprometimento aos mesmos.

Vence os PROCESSOS, chega aos RESULTADOS!

Com amor,
Pr. José Carlos Ribeiro

quarta-feira, 22 de janeiro de 2020

NÃO TE INCOMODES... QUE EU TAMBÉM NÃO!

"Vocês, porém, são geração eleita, sacerdócio real, nação santa, povo exclusivo de Deus, para anunciar as grandezas daquele que os chamou das trevas para a sua maravilhosa luz." - 1 Pd. 2:9

Quantas e quantas vezes temos sido incomodados por aquilo que os outros pensam de nós... As opiniões que nos emitem levam-nos a desacreditar em nós mesmos, levam-nos a tentar agradar a todos ou, então, a entrarmos numa pretensa crise de identidade, como que querendo ser quem não somos! E isto unicamente porque damos ouvidos a todas as críticas e palavras que nos são dirigidas.

Vivemos um momento geracional em que a imagem e a forma de nos mostrarmos aos outros são mais válidas do que qualquer princípio ou valor que tenhamos. De facto, queremos demonstrar que o que somos é tudo aquilo que os outros esperam de nós, em detrimento daquilo em que acreditamos ou somos verdadeiramente.

Isto tem levado a que muitos vivamos como barcos à deriva, levados de um para outro lado com base às opiniões que nos emitem. Tornamo-nos descaracterizados, sem identidade e despersonalizados. Mais ainda, leva a que aqueles que estão à nossa volta se sintam na posição de querer efetuar mudanças na nossa vida e na qualidade de interferências inegociáveis nestas mudanças por eles desejadas.

Mas que falta de qualidade de vida!

Deixa de ser quem os outros querem que sejas. Sê aquilo que Deus idealizou para a tua vida. Se o próprio Deus não te fez um robot, porque é que há-de ser um sistema ou uma opinião que te há-de manipular?

Deus ama-te tal qual tu estás e Ele quer usar-te daqui para a frente!
Submete-te a Ele, sim... Só a Ele! Aproveita!

Com amor,
Pr. José Carlos Ribeiro

sexta-feira, 17 de janeiro de 2020

DISTRAÍDOS

"Enquanto conversavam e discutiam, o próprio Jesus chegou perto e começou a caminhar com eles, mas alguma coisa não deixou que eles o reconhecessem." - Lc. 24:15,16

No capítulo 24 de Lucas temos a narrativa do sucedido após os três dias de sepultamento de Jesus. As mulheres vão ao sepulcro para cuidar e fazer o tratamento normal ao corpo defunto, mas deparam-se com o túmulo aberto, vazio, e em que dois anjos lhes anunciam a ressurreição de Jesus.

As mulheres voltam rapidamente para trás, descrevem o sucedido aos discípulos de Jesus, e um deles vai ao túmulo para verificar o que lhes estava a ser contado.

No decorrer deste dia, Jesus aparece no meio de dois dos seus seguidores que caminhavam em direção a Emaús. Estes caminhavam numa boa conversa, estavam dedicados ao que diziam e ouviam um do outro, pode-se dizer mesmo que cuidavam um do outro com cordialidade. No entanto, escapou-lhes o facto de que alguém ia junto deles na mesma caminhada, tão distraídos que estavam. E este era o próprio Jesus!

Tantas vezes tenho verificado isto na minha caminhada de vida. Será que o mesmo se tem passado contigo?

Caminhamos tão atentos à nossa caminhada, seja isolada ou mesmo com outros, somos cuidadosos com as necessidades de outros, somos atentos aos processos de vida natural, até mesmo esmeramos na nossa conduta pessoal de testemunho e moralismos.

A verdade é que quanto mais nos concentramos nesta caminhada, mais distraídos estamos d'Aquele que caminha connosco. Não o vemos, não o ouvimos, não o sentimos e nem sequer temos a sensação do seu toque sobrenatural!

Queremos continuar distraídos?
Este é o tempo de aproveitarmos a Sua presença connosco, onde quer que vamos e o que quer que façamos. Jesus, na pessoa do Espírito Santo, está contigo (se já lhe entregaste a tua vida), e Ele que ser parte da tua caminhada.

Não te distraias... Aproveita-O!

Com amor,
Pr. José Carlos Ribeiro

quinta-feira, 9 de janeiro de 2020

INDISPENSÁVEIS

“Eu te seguirei Senhor, mas primeiro deixa que eu vá despedir-me da minha família.” – Lc. 9:61 (NTLH)

Somos tantos os que queremos fazer a vontade de Deus e que nos prontificamos em segui-Lo... Queremos demonstrar a Deus como somos indispensáveis para que a Sua obra se realize à face da terra. Esta é uma mentira que o inimigo tem levantado sobre muitas vidas.

Neste episódio relatado em Lucas 9 dos versículos 57 a 62, vemos três homens que se apresentaram ante Jesus. Todos eles se mostraram interessados em participar da Obra de Jesus, no entanto, dá a entender que nenhum deles esperava a resposta e dispensa de Jesus. Estes homens mostravam-se como uma ajuda indispensável para que Jesus realizasse o seu trabalho com sucesso. Se Jesus realmente apreciasse esta ajuda, então teria que esperar que estes homens resolvessem as suas vidas pessoais e depois integrariam a equipa de Jesus, pois sem eles nada seria igual!

Que mentira! A obra de Jesus realizou-se sem estes três homens! Porquê?

É que o avanço do Evangelho à face da terra, na altura de Jesus e até aos dias de hoje, não se realiza com pessoas indispensáveis. Não se realiza com aqueles que colocam condições para que sejam integrados na “Sua equipa”.

O avanço do Evangelho e a implantação do Reino de Deus na terra realiza-se com todos aqueles que estão disponíveis e que não se comportam como indispensáveis. Tantos têm sido dados como indispensáveis, mas desses pouco ou nada reza a história. Mas os que estão disponíveis, esses têm sido ferramentas de grande transformação e ação do Poder de Deus.

Talvez tu mesmo sejas alguém que queres participar desta Obra grandiosa, mas tens colocado entraves esperando que te tratem como indispensável...
Muda o teu “modo” para disponível, submete-te à Sua direção e verás a tua vida dar fruto e seres um fator decisivo na transformação desta sociedade.

Com amor,
Pr. José Carlos Ribeiro

sexta-feira, 3 de janeiro de 2020

DESISTENTES

“Lutei o bom combate, terminei a corrida e permaneci fiel.” – II Tim. 4:7 (NVT)

Uma das maiores satisfações que existe quando estamos envolvidos em algum projeto, é vê-lo nascer! Todo o processo de criação ou gestação de algo é trabalhoso, invisível, muitas vezes penoso, e tantas são as vezes que temos vontade de desistir a meio.

Por natureza, somos muito propensos a desistir de tudo o que se vai desenvolvendo com algumas dificuldades, pois temos sempre uma visão idealista de um final de sucesso e em que para isso suceder, as dificuldades não devem surgir. Estamos tão errados com esta ideia! Mas a verdade é que a nossa educação ocidental, desde recém-nascidos, leva-nos a ter uma postura de desagrado com o obstáculo e quase nunca uma vontade de o superar. Somos levados ao colo para ultrapassar barreiras, somos sempre aprovados mesmo sendo medianos ou medíocres, somos impedidos de experimentar dores para sermos protegidos, enfim... Um sem número de situações consideradas adversas, as quais nos impedem de ganharmos aquela “estaleca” de quem sai vitorioso após derrotas e dificuldades!

Mas não faltam exemplos da própria Bíblia que atestem este facto. - O povo de Israel, quando tinha dificuldades, sempre desistia do projeto de conquista da terra prometida orientada pelos seus lideres. - A Eva confiou no facilitismo prometido ao invés de uma limitação no projeto em que estava incluída por Deus. – Esaú preferiu uma satisfação instantânea do que um processo de primogenitura que lhe estava reservado. – João Marcos desistiu da viagem missionária com Paulo e Barnabé logo que surgiram as dificuldades.

Os desistentes são aqueles que se confundem na multidão... Não se fazem notar pela positiva ou pelo que somam ou investem no meio em que estão inseridos. O ADN da vitória está em cada um de nós pois Jesus conquistou a vitória num processo de não desistência e perseverança até ao fim. Paulo escreve que terminou a corrida... Chegou ao fim sem desistência. O seu legado mantém-se hoje e permanecerá para sempre.

Eu e tu somos feitos da mesma matéria, desistentes, mas com o ADN da vitória. É só passar além da vontade da desistência e experimentaremos a vitória em tudo!

“E o mundo passa, e a sua concupiscência; mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre” - 1 Jo. 2:17

Com amor,
Pr. José Carlos Ribeiro

quinta-feira, 26 de dezembro de 2019

TRABALHO E FESTA!

O senhor disse: ‘Muito bem, meu servo bom e fiel. Você foi fiel na administração dessa quantia pequena, e agora lhe darei muitas outras responsabilidades. Venha celebrar comigo’ - Mt. 25:21 (NVT)

Estamos a chegar ao final de mais um ano. São poucos dias que nos separam de mais um novo marco... a transição de ano no calendário!

Enquanto igreja vemos um ano que tem sido intenso e muito trabalhoso, até mesmo o ano mais trabalhoso de toda a história da Renovação, não tenho dúvidas. Mas, se ficássemos nesta análise, falharíamos inteiramente, pois este está a ser o ano de maior manifestação do Poder de Deus, de multiplicação, de Graça e, acima de tudo, um ano em que a abundância de Deus se tem derramado em cada vida e família. Não podemos fechar os olhos a esta realidade, ainda que por vezes o queiramos fazer motivados por um orgulho inconsciente, mas temos que nos render e quebrantar perante a ação sobrenatural de Deus e pelo seu Amor, que é o único meio pelo qual Ele se pode mover e operar no ser humano, na pessoa do Espírito Santo.

Um dos segredos deste novo tempo que, ainda que singelo e expectante, estamos a viver, é o sermos fiéis ao chamado que Deus tem colocado nas nossas mãos. Muitos de nós temos levado esta expectativa aos ombros em cada dia, cheios da certeza das Sua promessas concretizadas na nossa cidade e nação. Sei que muitas vezes parece que as “coisas” não acontecem como pensávamos ou à velocidade que esperávamos, e é aqui que reside este segredo para a Sua obra em nós... Sermos fiéis e tranquilos no que Deus nos coloca em mãos, e experimentando, no Seu tempo, coisas muito maiores, crescentes e explosivas.

No novo ano as responsabilidades serão maiores, os desafios muito mais altos e as metas do Pai inatingíveis a nossos olhos, mas... Este é fruto da nossa fidelidade e este fruto iremos abraçar.

Tu, que na tua vida pessoal estás a passar por incertezas e dúvidas, fica consciente que aquilo que o Pai quer é ver a tua fidelidade e entrega em tudo o que Ele te colocar nas mãos e até mesmo enquanto nada te colocar nas mãos.
O trabalho aumenta, as responsabilidade também, mas está a chegar o tempo de festejares em grande!

Sê fiel... Faz a festa!

Com amor,
Pr. José Carlos Ribeiro

quinta-feira, 19 de dezembro de 2019

“VOTOS DE UM SANTO NATAL!”

Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim [...] – Gl. 2:20a

Esta é uma das frases mais proferidas nos dias atuais. Algumas ditas com real sentido, mas tantas destas são vazias de sentido pessoal e de verdadeira essência do cuidado para com o destinatário!

Verdadeiramente, Natal significa “Novo Nascimento”. Uma característica de quem se deixa anular no seu saber, sentido e razão, em virtude daquele que necessita ser resgatado das dificuldades, problemas e inquietações mundanas.

Jesus deixou o Seu trono de Glória e veio à terra para resgatar a todos sem excepção, trazer ajuda, apoio e solução a todas as necessidades e manifestar amor e cuidado independentemente de quem seja o destinatário. Existe na Obra de Jesus uma condicionante de anulação pessoal em favor do ser humano que não se pode anular ou dissimular. Jesus veio para salvar o pecador e dar-lhe vida abundante, vida esta que está para além de um futuro provável mas que se materializa no já, no agora imediato, e que satisfaz, alegra e recompõe o íntegro do ser humano!

As minhas palavras, sejam quais forem de votos ou de desejos nesta época natalícia, só têm sentido se a minha vida for um destino de anulação dos meus interesses pessoais e comprovadas pelo cuidado e esmero em servir o próximo na sua debilidade, carência e inconstância. Não só durante estes dias, mas ao longo de toda uma vida exposta e vulnerável aos demais.

Deus é o mesmo! Continua a operar sobrenaturalmente e Ele mesmo quer prosseguir em manifestar o Seu Amor incondicional. Esse Amor, esse Natal, esse Novo Nascimento, agora, só pode ser exposto por mim e por ti.

As mesmas palavras ficam, mas o valor exposto é completo por cuidados e decisões de vida que por isso podes recebê-las: “VOTOS DE UM SANTO NATAL!”

Com amor,
Pr. José Carlos Ribeiro

quarta-feira, 11 de dezembro de 2019

VOU TER DE ORAR!

"E disse-me o Espírito que fosse com eles..." – Atos 11:12a

É fantástico ver como o mundo se desenvolve em todos os domínios com uma velocidade nunca antes vista ou experimentada. Tanto em áreas benéficas à humanidade quanto prejudiciais, infelizmente! Por exemplo, no mundo empresarial e financeiro os tempos de decisão são ínfimos e muito restritos. Um pouco mais de demora numa tomada de decisão e as hipóteses de sucesso esvaem-se rapidamente. É um mundo movido a uma velocidade alucinante e não temos como interromper isto, aliás, a luta para que isto não suceda é uma luta infrutífera e sem resultados.

A igreja de Jesus tem lutado contra este fenómeno de uma maneira geral. Não se tem adaptado a uma rápida velocidade de decisão por forma a ser resposta às necessidades prementes e novas circunstâncias e desafios que se apresentam no mundo atual. Ou porque não o quer no seu comodismo, ou porque simplesmente não consegue com medo de perder a essência do Evangelho.

Na Bíblia temos diversos relatos de decisões tomadas no preciso momento, aquando de necessidades que, de antemão, são reconhecidas como sendo da vontade de Deus.

Sabemos bem que a vontade de Deus é: anunciar o Evangelho, manifestar o Seu Poder, ajudar o necessitado, curar os enfermos, promover o mover de Deus e o Seu Reino, deixar o pecado... São tantas as coisas que temos a perfeita noção que são da vontade de Deus e, ainda assim, tantas vezes protelamos decisões que devem ser tomadas na hora mas não as tomamos.

Normalmente a nossa expressão que se opõe à disponibilidade de resposta à Sua Vontade é: "VOU TER DE ORAR" sobre o assunto!

Pois, a oração é necessária, sim, mas a oração em si não é um momento... A oração é um item constante na nossa vida. Um diálogo contínuo com o Espírito Santo de tal forma, que tudo aquilo que precisamos decidir à “velocidade da luz” Ele nos confirma no preciso momento e nos traz a Paz, a Graça e a operação sobrenatural.

Temos um grande desafio em mãos... Responder ao mundo que nos envolve e nos precisa, com a velocidade que o mesmo precisa de resposta.

Vive uma vida de oração contínua, decide com o Espírito Santo e avança. Vamos a isso?

Com amor,
Pr. José Carlos Ribeiro

quinta-feira, 5 de dezembro de 2019

PEIXE NÃO PUXA CARROÇA

Quanto a mim, estou cheio de poder, cheio do Espírito do Senhor. – Miqueias 3:8a (NVT)

A expressão “peixe não puxa carroça” é bem conhecida do português e utilizada sempre que nos referimos à sensação precoce de “fome” após uma refeição de peixe. Pode mesmo levar-nos a uma sensação de impotência e incapacidade para grandes esforços físicos ou para períodos alargados de jejum.

Não querendo trazer com isto qualquer relevância preferencial sobre peixe ou carne, tenho verificado que a vida de alguns filhos de Deus, de alguns daqueles que têm a Jesus como salvador, demonstram, muitas vezes, que têm comido “peixe” em vez de “carne”. Caminham como uns pobres moribundos, desanimados, sem energia, sem capacidade de reação ao pecado e ao inimigo e cheios de medo pelas circunstâncias adversas que ocorrem.

Talvez seja esta a situação pela qual estejas a passar e que estejas a viver e, sem dúvida, são tantas as situações que temos e que nos levam a fraquejar na caminhada de fé, de conquista e de vitória.

Há, no entanto, uma fonte inesgotável de poder, de energia, de alegria, de satisfação e de tantas e tantas coisas boas com grandes resultados. Essa fonte é o próprio Deus que, na sua Trindade Santa, na pessoa do Espírito Santo presente hoje em cada um dos Seus Filhos, está disponível a exercer o seu ministério de poder e de alimento proteico, energético e de satisfação.

Quanto tempo mais vais estar a perder-te com retóricas que não te têm levado a lado algum mas que, afinal, te têm tirado as forças e a capacidade de lutar e vencer?

A carroça é pesada, sim, mas o Espírito Santo é poder para todo aquele que Lhe dá liberdade de ação. Usa-O!

Com amor,
Pr. José Carlos Ribeiro

quarta-feira, 27 de novembro de 2019

FORA DA CAIXA

[...] e muitas maravilhas e sinais se faziam pelos apóstolos. [...] E perseverando unânimes todos os dias no templo [...] louvando a Deus e caindo na graça de todo o povo. E todos os dias acrescentava o Senhor à igreja aqueles que se haviam de salvar. - Atos 2: vrs. 43b; 46a; 47

Regras, dogmas, tradições, modismos... São um “modus operandi” que experimentei durante uma parte da minha vida no contexto de igreja. Este modo sempre me impediu de viver a abundância de Vida e de Graça que a Palavra de Deus declara para os Seus Filhos. Há como que uma caixa limitadora da ação da Igreja no mundo envolvente. Esta caixa traz acepção de pessoas, afastamento, acrescentos de interpretação circunstancial da Palavra, julgamentos, inimizades, competição, carnalidade, murmuração, afastamento da oração e da leitura da Bíblia e tantas outras consequências. Como país com uma tradição religiosa muito enraizada na nossa cultura, é muito natural transportarmos isso na nossa conduta e forma de ser e ver a igreja.

Precisamos entender que tudo o que limita a ação e vida da Igreja de Cristo vem por vontade humana, nunca por vontade de Deus, e ainda temos que somar a isto a interferência do inimigo diabólico.

É normal que quem viva debaixo deste tipo de tradição religiosa tenha dificuldade em encarar e encaixar numa vivência de igreja livre de dogmas e tradições. Estes tendem a sentir-se sempre debaixo de julgamento por parte dos outros, levando mesmo a acusarem a igreja de ser demasiado liberal ou aberta ao mundo, quando na realidade a igreja está no mundo para influenciar e levar a Graça e operação sobrenatural de Deus nas vidas de todo o ser humano.

A caixa está a ser destruída, e sei bem que muitos estão a sentir-se “descobertos” pela tampa da caixa que está a abrir e a deixar a desnudo o que temos sido habituados a esconder: o pecado!

Os nossos antepassados oraram por um novo tempo na Sua Igreja... Clamaram por uma igreja de alcance e de libertação. Hoje, esses clamores e orações estão a ser respondidos, não só por parte de Deus, pois Ele sempre o quis fazer, mas sim pela igreja que tem sido levantada a ser reveladora de Graça, Amor incondicional, anulação de tradições e dogmas e com uma aplicação direta da ação do Espírito Santo nas nossas vidas pessoais.

A igreja está a sair da caixa e tu também podes sair!

Com amor,
Pr. José Carlos Ribeiro

quarta-feira, 20 de novembro de 2019

GENTE BOA!

Por isso, daqui em diante, não vamos mais usar regras humanas quando julgarmos alguém. E, se antes de nos termos tornado cristãos julgamos Cristo de acordo com regras humanas, agora não fazemos mais isso. – II Co. 5:16 (NTLH)

Tenho conhecido muita gente boa por todas as partes do mundo! Gente que me surpreende por tamanha bondade, boa vontade, honestidade e simpatia. Pessoas que são capazes de fazer tudo o possível para que os outros se sintam o melhor possível. Ao encontrar-me com este tipo de pessoas tantas e tantas vezes, até me sinto constrangido pois sinto que algo não bate certo perante a sociedade cínica e egoísta em que vivemos.

Mas também tenho conhecido gente menos boa, ou mesmo gente má. Pessoas que têm sempre intentos de buscar ser favorecidos, nunca pensam nos demais, não tiram tempo para causas comuns e sempre julgam os demais pelos mínimos motivos. E não estou a falar duma realidade existente no “mundo” fora da igreja... Infelizmente dentro da igreja eles existem!

O Apóstolo Paulo, escrevendo ao Coríntios, dá conta de uma decisão que tomou a partir de um determinado momento do seu ministério. Decidiu não usar de regras humanas para julgar os demais e, desta forma, buscar olhar para cada ser humano com os mesmos olhos com que Deus nos olha. Outrora a obra de Jesus era olhada por Paulo por regras humanas, e levou Paulo (então Saulo) a ser alguém que julgava a todos os cristãos com maldade e crueldade, mesmo levando tantos à morte! Mas agora Paulo apresenta, com resultados consumados de uma vida dedicada aos outros e à expansão do Reino de Deus, uma decisão irreversível.

De facto, esquecemos a todo o momento que Jesus olhou para mim, olhou para nós, e não nos julgou por aquilo que somos ou merecemos por regras humanas. Jesus, Ele próprio, fez tudo a todos, e nos beneficia a todo o tempo em qualquer circunstância!

Creio que, tal como Paulo, temos uma decisão a tomar... Olhar para cada pessoa e ver que são todos candidatos a ser GENTE BOA!

Eu quero ser GENTE BOA... Eu quero ver em todos GENTE BOA!

Com amor,
Pr. José Carlos Ribeiro

quarta-feira, 13 de novembro de 2019

21 ANOS DE GRATIDÃO!

Ensina-nos a contar os nossos dias, de tal maneira que alcancemos corações sábios. – Sl. 90:12

Por estes dias celebramos 21 anos de vida e ministério da Igreja da Renovação. O meu coração enche-se de gozo e alegria por tudo o que tem sido realizado enquanto pessoas e ministérios de alcance e de serviço ao próximo. Este gozo e alegria vem por um sentimento profundo de gratidão. Gratidão por aqueles que quiseram somar na hora de arranque da Igreja da Renovação, aqueles que foram parte de grandes conquistas, aqueles que investiram o seu tempo, o seu dinheiro e os seus dons e talentos. Ao longo destes 21 anos tenho sido parte na vida de muitos que são ávidos de conquista de terreno ao inimigo, o que agradeço a Deus por eles, outros que têm desistido por alguns obstáculos e adversidades mas que, de igual modo, agradeço a Deus por eles e por tudo que realizaram, outros ainda por estarem de forma tão credível e honesta que são inspiradores de toda a confiança, pelos quais também agradeço a Deus!

O meu coração celebra a gratidão, dia após dia, mês após mês, ano após ano!

Lembro com total satisfação e gratidão Outubro de 1998 em que, com um grupo de jovens que juntamente com a minha esposa liderávamos (servíamos), vimos num retiro o sobrenatural de Deus operar, curando, salvando, limpando pecados, tirando vícios, transformando vidas e batizando com o Espírito Santo. Foi o início da Renovação. Nos dias seguintes juntamente com os nossos pastores fundadores, os meus pais, demos o corajoso pontapé de saída para aquilo que hoje é a Renovação.

Sou grato pela missão em Angola, que com a Missionária Sara Cardoso fundamos, e que hoje vai muito mais além do que uma simples missão de uma igreja. Sou grato pelo impulso que a Renovação deu a alguns pontos de culto no norte de Portugal e que hoje são igrejas plantadas de portas abertas. Sou grato pela Renovação ter sido sido usada no despertamento de chamados missionários e estando ao lado destes com apoio e suporte. Sou grato pela Renovação ter sido impulsionadora de diversos ministérios internacionais a implantarem-se para servir a igreja Portuguesa. Sou grato pelas centenas de vidas que têm conhecido a Jesus por meio do ministério da Renovação. Tudo isto em 21 anos de história... Sou grato, Igreja da Renovação... Sou muito grato!

Neste último ano temos vivido coisas incríveis. Um grupo de jovens que saiu das 4 paredes e desenvolve movimentos de alcance de forma espontânea e natural, curas sem precedentes, manifestação do Poder de Deus com sinais, prodígios e maravilhas, pessoas entregando as suas vidas a Jesus consecutivamente, pecados sendo limpos e abandonados, casamentos sendo restaurados, ministérios sendo agregados, um ambiente profético sendo gerado... Nem sei que dizer! E não me canso de avisar: há muito mais e mais incrível que Deus vai fazer no nosso meio e por nosso intermédio! Só temos que desenvolver um coração de gratidão!

Por isso, Renovação... Sejam firmes, constantes e sempre corajosos! As Suas promessas para a nossa cidade e a nossa nação serão cumpridas, e nós somos parte disso.

21 anos de gratidão... 21 anos de história... Vamos escrever mais história ainda na primeira pessoa!

Obrigado!
Pr. José Carlos Ribeiro

quinta-feira, 7 de novembro de 2019

INFLUENCERS

Vós sois o sal da terra [...]; Vós sois a Luz do mundo [...] – Mt. 5:13-16

Existe uma nova dimensão, criada com as tecnologias digitais, que, ainda que alguns as queiram negar ou não utilizar, são uma realidade consumada e vigente no tempo existente e no tempo futuro. Aqueles que não estão sensíveis a esta nova dimensão, estão afastados da realidade atual e da forma como o mundo e a sociedade se move e interage nas suas mais diversas culturas e contextos, e vivem como que um “sofrimento” de inadaptação e saudosismo característico de quem não quer enfrentar a realidade.

Esta nova dimensão tem trazido muitas e as mais variadas oportunidades de profissões, hobbies, talentos e expressões. Ora são os youtubers, os bloguers, os vendedores “online”, o trabalho à distância e outros mais. Nestas oportunidades tem-se afirmado uma nova classe de formadores de opinião – os influencers. Este termo advindo do inglês, “influenciadores”, caracteriza pessoas, geralmente de idade jovem, que utilizam maioritariamente as redes sociais para moverem outros em prol de tendências, gostos e opiniões. Geralmente operam na área da moda, no entanto, existem influencers nas mais diversas áreas. Um bom e verdadeiro influencer é aquele que desenvolve credibilidade por diversos critérios de valorização, experiência e coerência exposta.

Jesus foi O maior INFLUENCER. O calendário ocidental foi influenciado pelo seu nascimento... O mundo de então foi abalado pelo seu ministério... A instituição que Jesus fundou, a Sua Igreja, é a de maior sucesso e vitalidade ao longo da história da humanidade... Mas Jesus não encerrou uma obra e um ministério em si mesmo! Ele desenvolveu e levou mais além o conceito de discípulos, não somente com aqueles que coabitaram com ele mas, acima de tudo, com todos aqueles que viriam a seguir-lhe os passos e os Seus ensinamentos.

Esses somos nós hoje, sou eu e és tu. Somos levantados como sal da terra e como luz no mundo para que “... os homens vejam as nossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus.” – Mt. 5:16b. Tu e eu somos influencers, experimentados no Seu mover e capacitados para uso do Seu Poder. Influencers no amor, na cura, na credibilidade, na ousadia, nos valores e na coerência dum estilo de vida.

Com amor,
Pr. José Carlos Ribeiro