sexta-feira, 29 de maio de 2020

DEUS REINA!

“Digam entre as nações: ‘O Senhor reina!’...” – Sl. 96:10a (NVT)

Uma das particularidades da igreja de Jesus é o declarar o não visto ainda. A profecia é algo muito exposto na Bíblia, entendendo nós, Seu Corpo, que tudo o que ali está exposto é realizável e totalmente credível.

O povo de Deus é um povo de fé. Não é um povo que vive sob condições circunstanciais, ou por mera submissão aos contextos sociais, económicos ou governativos. Tampouco é um povo subversivo que levante movimentos de oposição, ou de revolução, meramente humanos. A nossa revolução é a revolução do amor, do otimismo e de uma certeza de vida de Deus e com Deus.

Existem, no entanto, três modos pelos quais temos pautado a nossa conduta de fé neste reinado que a Deus pertence:
1) MODO LITERÁRIO:
Deus é alguém que conhecemos pela Sua Palavra, trazemos as Suas Obras à nossa racionalidade e, como tal, o nosso ego pesa sempre mais em todos os momentos de decisão.
2) MODO RELIGIOSO:
Conhecemos a Deus, e até já temos experimentado o Seu mover de forma sobrenatural, mas continuamos a relacionar-nos com Ele de forma distante, alguém que, por vezes está, outras vezes não está. Procuramos observar as suas regras de forma legalista, pensando que, se não as cumprirmos, Ele nos fará sofrer as consequenciais. Também é o modo pelo qual vemos os outros, ou seja, nunca estão preparados ou adequados ao mover de Deus nas suas vidas, nem para exercerem qualquer tipo de ministério
3) MODO EXPERIENCIAL:
Toda a nossa vida, toda a nossa conduta, as nossas decisões, experiências e conquistas, são totalmente colocadas de forma “abandonada” nas mãos do Rei. Ele pode fazer tudo como Lhe apraz, mesmo quando nos dá a entender que não é adequado à nossa forma de pensar.

Temos que tomar a decisão de permitir que Deus reine em nós, antes de o declararmos ao mundo. Ele reina sim, e é o Rei sobre todas as nações! Vamos deixá-lo reinar em tudo e em nós mesmos.

Com amor, 
Pr. José Carlos Ribeiro

quinta-feira, 21 de maio de 2020

A TENTADORA (IN)SEGURANÇA DO SER

“Pensemos em como motivar uns aos outros na prática do amor e das boas obras.” – Hebreus 10:24 (NVT)

Todos queremos ser alguém! Queremos ter reconhecimento e sermos considerados insubstituíveis, inseparáveis e incomparáveis. O ser humano (cristão ou não cristão) prolifera numa auto-análise de grande envergadura e sempre preparado para investir o seu saber (ou então o não saber!) nas vidas dos demais.

Todos temos feridas, sendo que algumas estão tratadas e outras não. Quem o nega é um ferido por tratar. Consecutivamente, o ferido fala do tema no qual está ferido. Uma das coisas que os feridos têm em comum, é uma falta de segurança em tudo o que dizem e fazem. Precisam de uma constante aprovação, de uma constante palmada nas costas e, ainda por cima, não confiam em ninguém, por mais fiéis que esses lhe sejam. Não conseguem delegar responsabilidades em outros, desconfiam dos interesses dos demais, vivem sob uma atmosfera de roubo da sua identidade e não suportam que outros façam algo maior que eles!

Infelizmente, tenho ouvido algumas destas pessoas dizerem que não reconhecem que estes ou aqueles tenham ministérios ou dons do Espírito Santo. Isto é completamente anti-bíblico... Os ministérios da Igreja e os dons do Espírito Santo são para todo o Seu Corpo, e o nosso Senhor Jesus deixou-o muito claro com a sua imperfeita e insegura equipa de trabalho, assim como o Apóstolo Paulo, ou mesmo todos os heróis da fé relatados na história da igreja!

Aquilo que tu és não vem por aquilo que tu fazes, pensas ou demonstras. Vem somente por aquilo que deixas o Espírito Santo ser em ti! Não te deixes vencer pelos medos e inseguranças que a tua educação, ou a falta de uma paternidade, trouxe à tua vida, ou pelo sufoco de uma busca de realização pessoal.

Vive mais além disso. Vive para os outros... Dedica a tua vida a oferecer segurança aos demais e a segurança te tomará também.

Com amor,
Pr. José Carlos Ribeiro

quinta-feira, 14 de maio de 2020

POR QUÉ NO TE CALLAS?

“Quanto mais você fala, mais perto está de pecar; se você é sábio, controle a sua língua.” – Provérbios 10:19 (NTLH)

A frase deste título ficou registada na história, no decorrer de uma Cimeira Ibero-Americana. O autor que a proferiu foi, o então, Rei de Espanha, no ano de 2007. Foi uma rápida interjeição dirigida ao Presidente da Venezuela, interrompendo toda uma série de afirmações inusitadas proferidas por este, e que levava a que não se permitisse o devido desenvolvimento do diálogo e dos trabalhos políticos da cimeira.

Nos dias que correm, tenho, quase que por obrigação a uma dependência do 'online', passado mais algum tempo nas redes socias e diversos meios de comunicação existentes. Antes deste período, praticamente só via aquilo que entrasse diretamente no meu feed, sem fazer qualquer scroll. Hoje vou um pouco mais além e, por vezes, espreito em scroll o feed de notícias de maneira variada e sem procuras exatas.

É aqui que me detenho surpreendido com tantos potenciais presidentes da república, primeiros-ministros, 'experts' em saúde pública e mestres em matérias religioso-sociais. Vejo que, afinal, muitos sabem muito mas nunca o demonstraram e, acima de tudo, estão num nível superior aos demais em conhecimento, matérias secretas e por desvendar! Dominam a teoria, expressam a prática teoricamente e submetem os restantes a meros observadores. São críticos sem nunca terem sido parte duma possível solução. Alguns são mesmo grandes teólogos, conhecedores da Bíblia e estão sempre com um ensinamento preparado para dar. Afinal, estes são os detentores de uma avassaladora convicção de liderança que todos devem reconhecer, sem excepção, mesmo que nunca a tenham submetido à avaliação dos demais!

Apetece-me perguntar porque é que, afinal, nunca os vi dispostos a somar o que defendem e a juntar-se a quem já está a trabalhar... Temos tanto para dar e tanto para somar, mas a premissa de sermos reconhecidos numa construção de auto-imagem promocional, tem-nos levado a ficar pelo efémero mundo das palavras vãs e despidas de experiência.

Acho que vou continuar pelo feed que me cai na frente dos olhos, e a pensar para com os meus botões: “POR QUÉ NO TE CALLAS?”

Eu assim continuarei... CALLADITO!

Com amor,
Pr. José Carlos Ribeiro

quinta-feira, 7 de maio de 2020

MIND THE GAP

«Jesus lhe disse: “Venham comigo, que eu vos ensinarei a pescar gente”.» - Mateus 4:19 (NTLH)

“Mind the Gap” - Esta é a famosa expressão audível e lida em todas as linhas de um dos metropolitanos mais famosos do mundo, na cidade de Londres. Numa tradução adaptada, significa simplesmente “lembre-se do degrau” ou “cuidado com a separação entre a carruagem e a plataforma”. Tal como em qualquer outro metropolitano ou comboio, esta separação ou fenda/friesta é uma realidade com a qual temos que lidar sempre com cuidado e lembrança, a fim de não falharmos o passo e cairmos na linha!

Incluído neste processo de entrada e saída do metro, está o iniciar uma deslocação ou a chegada a uma estação. Isto faz-me lembrar que o tempo que vivemos é um tempo que, para uns pode ser de chegada, para outros pode ser de partida. Chegada a um estágio de estagnação, de prostração e aceitação de uma situação de paragem, de falta de novidade e de monotonia. Partida para um novo destino, que traz expectativa, novidade e movimento.

Não sei qual é o estado em que te encontras... Se é o de chegada, ou se o de partida. O estado de chegada traz um sentimento de estabilidade, sim, de conforto e comodismo mas, depois disso, não há nada mais. O estado de partida traz entusiasmo pelo novo destino e adrenalina pelo desconhecido.

Hoje, a igreja de Jesus, tu e eu, estamos no momento exato de atentarmos para o degrau. Seja na entrada, ou seja na saída, partida ou chegada! E esta igreja não está parada numa estação. Está a avançar sem tréguas para com o inimigo e para com a estagnação.

Ouve e lê bem este aviso – “Mind the Gap”. Decide bem o que fazes. Arrancas na viagem ou estagnas na estação? Gostaria muito de contar contigo nesta viagem vitoriosa, mas a decisão é somente tua.

Hey... “MIND THE GAP!”

Com amor,
Pr. José Carlos Ribeiro

quarta-feira, 29 de abril de 2020

A CULPA, MEU CARO BRUTUS, NÃO ESTÁ NAS ESTRELAS...

“Assim, cada um de nós será responsável por sua vida diante de Deus.” – Rm. 14:12 (NVT)

A frase incompleta que trago no título deste texto, provém duma obra literária clássica: a tragédia “Julius Cesar” de William Shakespeare. Trata-se de uma peça teatral, que retrata a conspiração contra o ditador romano Júlio César, baseada inteiramente em factos reais da história romana. Nesta história existia um personagem de nome Marcus Junius Brutus, sobrinho do imperador romano Júlio César ou, eventualmente, seria mesmo seu filho segundo alguns historiadores, e este era um dos conspiradores para o assassínio do imperador.

Existem alguns diálogos entre estes dois personagens e, em determinada altura, a conversação leva a esta frase que aqui está de forma incompleta. Esta, neste caso, revela a responsabilidade que Brutus deveria assumir nos processos que estava a realizar, mesmo em domínios de conspiração e traição. A frase completa é: “A culpa, meu caro Brutus, não está nas estrelas, mas em nós próprios!” Muito interessante... O próprio traído levava o traidor a assumir e viver na responsabilidade das acões assumidas!

Mas nós, como cristãos, filhos de Deus, somos responsabilizados para o bem e não para o mal, e devemos viver na responsabilidade que nos tem sido outorgada pelo próprio Deus. Tu e eu somos sal da terra e luz do mundo (Mt. 5:13,14), chamados para proclamar as grandezas de Deus (I Pd. 2:9). Não vais ficar à espera que sejam os outros a levar a tua responsabilidade avante... Não podes fazer isso!

Hoje, e a partir deste momento de mudanças profundas que estamos a viver em todos os domínios, tens a oportunidade única de te deixares transformar e transformar tudo o que está no teu mundo e à tua volta. A responsabilidade da tua vida está nas tuas mãos, mas Deus quer potencializá-la muito acima do que tens pensado ou idealizado.

Não esqueças jamais: Deus conta contigo e entregou-te responsabilidades pessoais e exclusivas.

Com amor,
Pr. José Carlos Ribeiro

quinta-feira, 23 de abril de 2020

SÍNDROME DE CALIMERO

“O homem respondeu a Deus: ‘Foi a mulher que me deste! Ela me ofereceu do fruto, e eu comi.’ ” – Gn. 3:12 (NVT)

Desde os anos 60 que existe um personagem de animação, e que muitos se devem lembrar – o Calimero. Este era um pintainho de cor negra, o único entre uma família de galos amarelos. Vestia metade da sua casca de ovo sobre a cabeça e, assim, protegia a sua identidade. Era uma proteção para encobrir o medo em que vivia.

As características deste famoso pintainho eram a sua meiguice, aspeto e voz frágeis, triste e infeliz, chorão e muito queixoso de tudo. Era um personagem que trazia um peso em cima dos ombros devido a tudo e todos que o circundavam e com quem se relacionava.

Lembro-me bem, quando eu tinha por volta de 7/8 anos, que era por demais irritante aturar este personagem. Tudo o que lhe acontecia era culpa dos outros e sempre tinham por objetivo prejudicá-lo! Honestamente, eu não aguentava o Calimero! O Calimero carregava um síndrome de perseguição e culpabilização do sistema. Nunca era culpado de nada e sofria sempre por causa dos outros! Chamo a este síndrome, o síndrome de Calimero.

Hoje assistimos a uma cultura maioritariamente “calimeriana”. A culpa é do governo, do país, do chefe, do colega, da esposa,  do filho, do baixo salário, da genética, da igreja ou até do pastor! Os “calimerianos” gostam de ser irresponsáveis e atiram as culpas para todos os demais! Adão e Eva sofriam deste mesmo síndrome, e nem um, nem outro, assumiram a culpa da desobediência às ordens de Deus.

Jesus veio para nos recuperar integralmente deste síndrome que se apossou da raça humana. Ele aceita-nos como estamos, mas transforma-nos em quem Ele quer que sejamos.

Jesus já te transformou? Ou ainda és uma “teoria calimeriana”?
Em Jesus há transformação. Segue-O e sai dessa!

Com amor,
Pr. José Carlos Ribeiro

quinta-feira, 16 de abril de 2020

A DEPURAÇÃO DO ONLINE

"Pois a quem tem, mais será dado, e terá em grande quantidade. Mas a quem não tem, até o que tem lhe será tirado." - Mt. 25:29

Estamos a viver no tempo pleno e integral de dependência do online. Com isto não estou a dizer que é mau, nem que é bom.

As empresas subsistem com os seus colaboradores em tele-trabalho, o ensino faz-se em vídeo-conferência, compra-se e vende-se através de sites de comércio online, os congressos e conferências são convertidos em webinars, as famílias falam-se e vêem-se por aplicações em smartphones, as igrejas transmitem as suas liturgias pelos diversos canais digitais, os personal-trainers fazem os seus treinos nos seus canais YouTube, os couchers e influencers dão as suas palestras ou mostras motivacionais nas redes socais, as entrevistas são realizadas em diretos no instagram... E esta lista não acabaria tão depressa!

O facilitismo de aceder ao que se quer e quando se quer nunca foi tão elevado! E com esta facilidade sempre há um lado avesso. Qual é este lado?

O ser humano (principalmente o latino) sempre foi exímio em fazer parecer muito, fazendo pouco. E esta redundância de agenda online tem levado muitos a se especializarem neste âmbito de ação fraudulenta. Há empresas que estão a ter problemas com funcionários que não cumprem os seus horários de tele-trabalho contratual, alunos há que não assistem às aulas online marcadas, e assim vai acontecendo nos diversos domínios já mencionados.

O que ainda é de lamentar mais, é verificar aqueles que na Igreja estão a proceder da mesma maneira. Aproveitando o online para se desligarem das suas responsabilidades e compromissos assumidos no chamado e comissionamento deixado por Jesus. Afinal, o que fazemos para a construção do Reino de Deus na terra é somente para ser visto? Para agradar a alguém? Mas quando não nos vêem, desaparecemos?

Este é um tempo de depuração! Depurando, tudo fica mais puro, e para o novo tempo que a igreja e mundo vai viver, esta depuração precisa-se. Afinal, o covid-19 estará a ser uma ferramenta de depuração?

Faz a tua parte, usa tudo o que Deus depositou em ti e honra o que os outros te confiaram. Avança e multiplica para o novo!

Com amor,
Pr. José Carlos Ribeiro

quarta-feira, 8 de abril de 2020

PESCADINHA DE RABO NA BOCA


"O cão voltou ao seu próprio vómito; a porca lavada, ao espojadouro de lama." - 2 Pd. 2:22

Tanto esta expressão portuguesa, como este versículo bíblico, são possuidores de palavras muito fortes e com um significado sensível para alguns. Significado com uma conotação negativa e nada agradável.

Nesta passagem do segundo livro de Pedro, o autor revela a natureza duvidosa e pecaminosa dos homens e mulheres que são dados como falsos profetas e falsos mestres. Mas, afinal, quem são estes falsos? Bem... Tudo o que é falso é aquilo que não é verdadeiro, certo? Pois verifique cada um o que é, e veja-se com olhos de análise e verificação da condição de falsidade ou verdade em que anda e caminha. Todo aquele que profere uma coisa mas faz outra, é falso.

Vivemos um tempo em que a igreja está sob a mira dos ouvintes de púlpitos! Pois é! Tudo aquilo que outrora proferimos e declaramos como filhos de Deus, como cristãos, ou como pertencentes a uma determinada igreja, é agora motivo de julgamento pelos demais que estão à nossa volta. E devo dizer... É muito certo e natural que isso aconteça. Este é o momento em que tudo o que já declarei da minha experiência ou não com Deus, deve ser manifestado e testado.

Meu querido leitor! Estamos a viver o momento de quebrarmos o ciclo repetitivo de "falsos" que toda a vida poderemos ter levado. Agora é o momento, pois o tempo que aí vem será o de ver expresso, em tudo e em todos, tudo aquilo que semeamos!

Não estejas preso no ciclo duma pescadinha de rabo na boca!

Com amor,
Pr. José Carlos Ribeiro

quinta-feira, 2 de abril de 2020

PAGAR O PREÇO

“...anulou a conta da nossa dívida, com os seus regulamentos que nós éramos obrigados a obedecer. Ele acabou com essa conta, pregando-a na cruz.” – Cl. 2:14 (NTLH)

Há poucos meses estive na Coreia do Sul. Participei de diversas iniciativas levadas a cabo por uma mega-igreja em Seul, entre elas, uma conferência para pastores e líderes oriundos de 120 países. Éramos 500 pastores em representação destas nações que coabitamos, e oramos, celebramos e profetizamos as verdades do Reino de Deus sobre a terra e o ser humano.

Entre estes pastores e líderes, conheci um pastor do Mianmar (antiga Birmânia) onde se tem vivido um tempo de grande perseguição e genocídio aos cristãos e aos muçulmanos. O Mianmar é um país budista. Era um homem jovem, por volta de 40 anos de idade, franzino, de aspeto frágil, alegre, casado e pai de 5 filhos, usava um nome falso e não podia aparecer em fotos. Tudo por causa da perseguição no seu país.

Em algumas conversas que fui tendo com ele, espantou-me a sua coragem e ousadia no seu discurso e experiência de uma vida perseguida mas cheia de graça do Pai, correndo risco de vida com ameaças de morte. Confessava-me ele que, tinha a certeza, mais dia menos dia, ele e a sua família seriam certamente assassinados. A certa altura perguntei-lhe porque não pegava na sua família e vinha viver em segurança noutro país. Fiquei envergonhado com a sua resposta peremptória e clara. Ele disse que as pessoas que seriam alcançadas pela sua vida e pelo seu ministério precisavam que ele continuasse lá, caso contrário, não seriam alcançadas e caminhariam enganadas para o inferno! Fiquei sem fôlego, as lágrimas vieram-me aos olhos e senti uma vergonha como nunca!

Apesar de Jesus ter pago o preço completo na cruz do calvário (“Está consumado” – no original grego “Tetelestai”) e o Apóstolo Paulo nos refrisar essa verdade em Colossenses 2:14 (“anulou a conta da nossa dívida” – no original grego “Tetelestai”), este preço não anula a ação/reação devida à proclamação do Evangelho neste mundo.

Hoje, uns quantos dizem-se prejudicados pela pandemia Covid-19, preocupados pelas suas vidas, atividades e prazeres. Mas, verdadeiramente, não estamos sequer a pagar qualquer preço em favor dos demais.

Acorda igreja, acorda ser humano. Há um preço a pagar e tu tens um para pagar!

Com amor,
Pr. José Carlos Ribeiro

sábado, 28 de março de 2020

CASCA GROSSA

“Mas o fruto do Espírito é amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio.” – Gl. 5:22-23

A fruta é maravilhosa. É das coisas que mais aprecio comer. Toda, sem excepção, é deliciosa, pelo menos para o meu gosto. Delicio-me com morangos, um dos frutos que mais aprecio, delicio-me com pêssegos, diospiros, figos, papaias, laranjas, enfim, um sem número de frutas que me fazem crescer água na boca!

Acontece ter em mãos frutos tão apetecíveis à vista que, prontamente, vou buscar saciar este desejo. Uma bela laranja... hum! Redonda, grande, de casca brilhante... hum! Pego nela e... ui, é tão leve?! Começo a descascar e vejo uma casca tão grossa, tão grossa, que a verdadeira laranja é menos de metade do tamanho total! Ainda por cima tem pouco sumo, é seca, pouco doce! Eish... Que desconsolo!

É desconfortante! Comer uma fruta que aparenta ser uma coisa e depois é outra totalmente diferente, é algo que cria sensações negativas e de constrangimento. Certamente que não voltarei a comprar esta laranja no mesmo lugar onde a comprei.

Quantas vezes temos sido frutos de casca grossa? Aparentamos honestidade, altruísmo, dedicação, sacrifício, amor, um sem número de atributos “religiosos” que nos ficam tão bem. Lá no fundo, sabemos bem que a visibilidade exterior que demonstramos não é concordante com o “sumo” que transportamos e, dessa forma, não nos deixamos envolver com os outros, protegemo-nos e fechamo-nos numa pretensa timidez. Só para não nos deixarmos “descascar”!

Deixa-te disso... Sê uma verdadeira fruta, deliciosa, que alimenta a muitos, que muitos querem experimentar e provar, saciando a todos e levando-os a encontrar a verdadeira fonte deste “sumo” – o próprio Espírito Santo de Deus!

Uns gostam, outros não. Não faz mal! Preocupa-te com o fruto que há em ti! 

Com amor,
Pr. José Carlos Ribeiro

sexta-feira, 20 de março de 2020

COVID-19... PODER OU SUBMISSÃO

Pois o Espírito que Deus nos deu não nos torna medrosos, pelo contrário, o Espírito nos enche de poder e de amor e nos torna prudentes. – II Tim. 1:7 (NTLH)

Estamos perante um inimigo comum e desconhecido! Enfrentamos uma luta que seguirá por muito tempo, se não no campo viral, o será no campo económico mundial.

Mas precisamos encarar esta nova situação de vida e de quotidiano, como algo favorável a tantos outros domínios, os quais não contemplávamos antes: temos mais tempo com a família; valorizamos as coisas mais vulgares; dedicamo-nos à simplicidade; ansiamos a volta do relacionamento social; pomos em dia as arrumações que estavam pendentes; etc.

Apesar do mal que este vírus traz consigo e do mal que está a infligir em tantos por todo o mundo, cabe-nos agradecer a Deus pelo Seu cuidado e zelar pela nossa conduta de vida e confiança n’Ele.

Há um medo imposto pelo sistema deste mundo que tem levado muitos a derrapar na sua fé, constância e dependência de Deus. Um medo que atravessa fronteiras, relacionamentos, conjunturas e funções. Mas precisamos verificar pela Palavra do próprio Deus que este medo tem que ser submetido a um poder outorgado por Deus, e não a um vírus que de Deus não tem nada!

Quando Deus criou o homem e a mulher, declarou que seria criado com poder sobre a restante criação (Gn.1:26). O poder de Deus está outorgado ao próprio homem (humanidade) por decisão divina. Sim... É verdade que perdemos este poder a partir do momento que o homem pecou e se afastou de Deus, mas a história não termina aqui! Deus enviou o Seu Filho Jesus para que este poder fosse novamente entregue nas mãos do ser humano! O Plano inicial de Deus para a humanidade, não foi restringido a uma estação... É um plano intemporal e eterno!

O homem natural tem trazido um vaticínio de derrota e descrença perante o inimigo covid-19, mas o Poder de Deus vence toda a sabedoria humana. É chegada a hora de vivermos o que pregamos... Vivermos aquilo que durante tanto tempo temos dito “Amém!”... Anunciarmos a resposta de Deus ao pessimismo humano!

O meu ensinamento e a minha mensagem não foram dados com a linguagem da sabedoria humana, mas com provas firmes do poder do Espírito de Deus. – I Cor. 2:4 (NTLH)

Com amor,
Pr. José Carlos Ribeiro

quarta-feira, 11 de março de 2020

O CAROCHA, THE BEETLE, LA COCCINELLE, O FUSCA...

“Levem uma vida pura e inculpável como filhos de Deus, brilhando como luzes resplandecentes num mundo cheio de gente corrompida e perversa.” – Fp. 2:15 (NVT)

Sou um apreciador de automóveis antigos e admiro o avanço tecnológico que a indústria automóvel desenvolveu durante o passado século XX. Um dos automóveis clássicos que mais admiro, um clássico popular, é o carocha. Um veículo diferenciado dos demais da sua época, e não só, em muitos aspetos: a sua forma única, a mecânica extremamente simples, a fiabilidade, a robustez, a facilidade de condução, a inovação do sistema de refrigeração a ar, o motor boxer de baixo centro de gravidade, o espaço para os ocupantes, a economia... Tudo isto eram itens que levaram o carocha a ser um automóvel recordista de produção. Produziram-se mais de 23 milhões de carochas ao longo de mais de 70 anos de produção. De facto, a engenharia, a criatividade e a ousadia de Ferdinand Porsche (o engenheiro criador e projetista do carocha) no desenvolvimento deste veículo, levou a este sucesso em tantos domínios.

Um carocha é um carro que sobressai entre a multidão. Sobressai por ser diferente, mesmo nos dias de hoje, e continua a ser um automóvel que ou se gosta, ou se desgosta! É mais um exemplo de que o gosto humano pelas diversas coisas e valores não é universalista. No entanto, o carocha é sempre visível no meio das ruas e demais veículos e continuará a ser um marco na indústria automóvel. Já tive alguns e testemunho que é um automóvel realmente diferente!

Pensando no ser humano, cada um de nós é único em seus diversos aspetos identificativos, seja por valores, caráter, personalidade e temperamento, aspeto físico e muito mais. Somos únicos e diferenciados! E, se levarmos em conta o facto de sermos filhos de Deus, chamados e colocados aqui para “brilhar como luzes resplandecentes num mundo cheio de gente...”, ainda mais se notará essa diferenciação entre os demais. Mas há um senão, tal como no carochinha desta história... É que uns gostam e outros desgostam!

Nunca será possível brilhar e fundar referência no meio da multidão, se te permitires diluir entre ela e agradar a todos!

Sê “carocha”... Sê referência... Sê quem tu és!

Com amor,
Pr. José Carlos Ribeiro

quinta-feira, 5 de março de 2020

AMIGOS

"Ninguém tem maior amor do que este: de dar a sua vida pelos seus amigos.” – Jo. 15:13

O que é um amigo?
Hoje falamos muito de amigos em forma virtual: “Ele já é teu amigo no Facebook?”; “Aceitaste o seu pedido de amizade?”; “Não o sigo porque deixou de ser meu amigo.”; “Não sou mais seu amigo porque não faz like.”; etc, etc, etc... Mas também falamos dos amigos que não consideramos mais nossos amigos: “Acabei com esta amizade porque não estava a ganhar nada com ela.”; “Era meu amigo mas disse-me coisas muito fortes.”; “Apesar de amigos, sempre senti que um dia iríamos deixar de o ser.”; etc, etc, etc.

Mas o que é um amigo?
Não me compete dizer o que um amigo é, pois cada um de nós tem várias concepções e experiências de amizades. Desejo, no entanto, ressaltar algumas qualidades da amizade.

Uma amizade não depende de circunstâncias. Seja por separação geográfica ou por um tempo extenso passado. A amizade verdadeira perdura.
Uma amizade não busca interesses pessoais próprios. O amigo tende a servir sempre o outro, independentemente das condições existentes. Quando um amigo busca somente ser servido pela amizade, isso não é amizade.
Um amigo fala abertamente o que precisa ser dito. O verdadeiro amigo manifesta-se sempre interessado em que o amigo se desenvolva e se corrija. É capaz de expor as necessidades de melhorias do seu amigo, ou mesmo as debilidades em que este se encontra.
O verdadeiro amigo é aquele que, se pensares num momento difícil que venhas a passar, tu sabes que estará sempre disponível.
O amigo não mente só para agradar ao amigo. Diz sempre a verdade, mesmo que isso incorra em algum tipo de desconforto.

E o que estás tu a fazer com este sentido de amizade? Queres ter amigos ou queres ser amigo? Pois... É diferente!

Jesus é o AMIGO! Ele deu a sua vida por todos os demais sem os conhecer... Sem me conhecer! A amizade de Jesus não dependeu de quem eu sou... Dependeu de quem Ele é!

Estás disposto a ser amigo?

Com amor,
Pr. José Carlos Ribeiro