terça-feira, 7 de dezembro de 2021

“ATÉ QUE A VOZ ME DOA”

"E a perseverança deve ter ação completa, a fim de que vocês sejam maduros e íntegros, sem lhes faltar coisa alguma." – Tg. 1:4

Esta frase é da autoria da Amália Rodrigues, aquando de uma entrevista dada na década de 80. Ainda que exista um fado, que foi interpretado pela fadista Maria da Fé, que tem este mesmo título - “cantarei até que a voz me doa”. É uma frase inspiradora de perseverança, paixão e extrema dedicação a uma arte, a arte do canto.

Eu sei que há muitas dificuldades na vida pelas quais todos somos sujeitos a passar e que nos tendem a fazer vacilar e a amolecer. Todos passamos pelas mesmas circunstâncias, inevitavelmente... Mas há alguns que são mais perseverantes e “teimosos” que outros.

Tal como a Amália Rodrigues dizia, a sua voz seria usada até que doesse (se é que a voz alguma vez doa). Uma teimosia na sua função, na sua arte e no objetivo de vida que tinha no canto do fado e que, pela sua teimosia e perseverança, se tornou uma das melhores vozes femininas a nível mundial, levando o fado a ser classificado com património mundial.

A perseverança é uma decisão de foro pessoal. Não é movida pelas circunstâncias, aliás, sejam quais forem as circunstâncias, manifesta-se a perseverança quanto mais adversas estas forem. O resultado da perseverança é integridade, maturidade, exemplo, inspiração e poder de sobrepujar toda e qualquer dificuldade.

Eu também digo e afirmo: será “até que a voz me doa”!

Com amor,
Pr. José Carlos Ribeiro

quarta-feira, 1 de dezembro de 2021

HISTÓRICO OCULTO

"... Já tem buscado o Senhor para si um homem segundo o seu coração e já lhe tem ordenado o Senhor que seja chefe sobre o seu povo..." - I Samuel 13:14

Estas palavras acima referem-se a David, numa altura em que o rei em exercício, Saúl, havia trazido descontentamento a Deus e estava a chegar a altura de um novo sucessor ao reinado de Israel. Sempre que falamos de David temos bem presente a luta que teve com o filisteu Golias, o gigante que todos temiam. Este episódio tem sido usado para trazer inspiração em vencer os gigantes que todos enfrentamos, mas são muito poucos os que param e analisam o histórico oculto de David.

David não é um personagem aparecido do nada para ser considerado como "um homem segundo o coração de Deus." Repara que Deus conhecia o trajeto de vida de David e, porque Ele se alegrava deste trajeto, Deus o quis como Rei sobre Israel.

Hoje vivemos um tempo de grande admiração pelos grandes homens e mulheres que fazem grandes feitos, seja na igreja, seja na cultura, no desporto, na economia, etc. E essa admiração é devida, sem dúvida. Não podes é querer ser igual, ou ter a mesma relevância, sem analisares todo o processo que cada uma destas figuras teve no seu passado. Queres ter a admiração mas não entendes que há um processo de vida que todos eles tiveram que vencer: difamações, perseguições, infortúnios, insucessos, traições e quantas, quantas lágrimas!

David era um homem que desde a sua meninice havia realizado uma história com Deus. Nos campos, ao pastorear as ovelhas do seu pai, compunha salmos musicados de louvor a Deus, construía instrumentos musicais para esse louvor, como harpas, flautas e adufes, falava e abria o seu coração a Deus e, no total isolamento social, consumava um histórico oculto de vida que só ele e Deus partilhavam.

As vitórias eram consecutivas... David vencia ursos, vencia leões e vencia gigantes... Seria o eleito para vencer exércitos! Em quem Deus iria entregar suprema honra? Em quem Deus iria trazer à relevância e admiração pública? Somente em quem Deus tinha por amigo e experiência de fidelidade.

Desafio-te a começares já a construir um histórico oculto com Deus. Uma vivência e comunhão que te vai trazer as portas abertas, porque vai ser o próprio Deus a abrir-te as portas. E quando Deus abre, ninguém pode fechar (Ap. 3:7).

Com amor,
Pr. José Carlos Ribeiro

quarta-feira, 24 de novembro de 2021

23 ANOS A IRRADIAR!

"... a Glória do Senhor está a irradiar de ti." - Is. 60:1b

Somos chegados a mais um fim de semana de celebração e comemoração de aniversário da Igreja da Renovação. Que alegria e que satisfação olharmos para estes 23 anos e constatarmos a presença de Deus entre nós e em nós!

Nestas alturas e, habitualmente, temos a tendência para salientar as más experiências, as dificuldades e aquilo que tenha sido menos positivo ao longo desta história. Mas não o quero fazer! Quero trazer um pequeno texto que expresse gratidão a Deus e que valorize o papel que temos nos planos de Deus.

Somos uma comunidade muito abençoada:
Somos abençoados com tantos que, ao longo destes anos, deram sempre o melhor de si, do seu tempo e dos seus bens;
Somos abençoados por aqueles que continuam disponíveis a somar os seus ministérios e chamados em prol da expansão do Reino de Deus nesta cidade e nesta nação;
Somos abençoados por todos os voluntários que se têm multiplicado em esforço, dedicação e vivência em todas as áreas de ação da Renovação;
Somos abençoados por sermos contemplados na manifestação do Poder de Deus com curas, sinais e maravilhas;
Somos abençoados por vivermos dias em que tantas pessoas se rendem a Jesus;
Somos abençoados por vermos tantos casamentos a ser restaurados, e outros que, não sendo casados, tomam a decisão de se consagrar a Deus;
Somos abençoados por termos uma voz profética que Deus tem levantado;
Somos abençoados por termos pontes com tantos ministérios internacionais, que nos enriquecem e nos abrem horizontes de ação e alcance.

E mais ainda, é o saber que temos muito mais para viver, para semear e para colher. Afinal, a sua promessa de irradiarmos a Sua Gloria é real e palpável nestes 23 anos!

O que vem aí é grandioso. E tu?... Irradia!

A todos, muito obrigado!
Pr. José Carlos Ribeiro

quarta-feira, 17 de novembro de 2021

A UNÇÃO

"Ora, é Deus que faz que nós e vocês permaneçamos firmes em Cristo. Ele nos ungiu,..." - I Cor. 1:21

Quantas vezes me tenho perguntado:
- Porque é que alguns músicos de louvor são excelentes executantes mas transmitem tão pouco, ou mesmo nada, e nada recebo deles nos tempos de louvor musical?
- Por que razão alguns pregadores são tão ilustres e tão bem preparados teologicamente, mas as suas mensagens não afetam mudanças em minha vida nem nos demais?

Em contrapartida, outras vezes vejo:
- Músicos, que ainda não sendo tão perfeitos executantes, me levam a tempos de profunda adoração musical e me fazem fluir na expressão de amor a Deus.
- Ou mesmo pregadores sem grande preparação ou sem grande profundidade nos seus textos, mas que operam mudanças em tantos.

A explicação está na palavra unção! Unção significa que alguém foi ungido, ou seja, que óleo foi derramado sobre ele. Vemos esta unção com óleo descrita em inúmeros episódios na Bíblia. No Antigo Testamento, a pessoa ungida era abençoada e escolhida por Deus para cumprir um propósito especial. Temos exemplos desta unção com óleo em profetas, em sacerdotes e em reis.
No Novo Testamento vemos Jesus nomeado como "Cristo" ou "Messias" que significam "ungido". Mas Jesus foi ungido pelo próprio Deus Pai, não com óleo, mas com o Espírito Santo. E, por este motivo, onde quer que Jesus fosse, ministrasse ou ensinasse, ninguém ficava indiferente ao Poder que d'Ele fluía, ainda que não sendo mestre da lei como os fariseus e sacerdotes. Jesus foi ungido para realizar o seu ministério de impactar o mundo com a salvação.

Todo aquele que aceita Jesus como seu salvador é ungido por Deus, escolhido como Seu filho. A unção de Deus é a capacitação que Ele dá a todo crente para O servir. A unção de Deus santifica-nos, purificando-nos do pecado. A unção é sinal de dedicação a Deus.

A unção de Deus já reside em mim e em ti! Só precisamos deixar que o Espírito Santo nos use nesta unção e sejamos totalmente dedicados a Deus e à Sua Obra, purificando-nos do pecado e santificando-nos continuamente!

Isto fará toda a diferença, em ti, e em todos os demais que da unção receberão o poder.

Com amor,
Pr. José Carlos Ribeiro

quarta-feira, 10 de novembro de 2021

ESPERTOS E SIMPLES

“Ouçam, eu os envio como ovelhas no meio de lobos. Portanto, sejam espertos como serpentes e simples como pombas." - Mateus 10:16 (NVT)

Sempre que Jesus ensinava e ministrava a pessoas, fossem seus discípulos ou outros, nunca mostrava um caminho de facilitismo. Por causa disso alguns não quiseram segui-Lo, pois o preço a pagar sempre era elevado.

Jesus teve o cuidado de ensinar os seus discípulos para as dificuldades, as perseguições, hostilidades e confrontos! E podemos constatar que, ao longo do Seu ministério, Jesus nunca evitou o confronto, nem tampouco reagiu. Ninguém o pôde chamar de cobarde nem de reacionário.

O exemplo que Jesus deixou, complementado pelos seus ensinamentos, é o fundamento para uma vida inter-relacional de vitória e de influência. Não somos afogados por ninguém, mas também não deixamos de inspirar e motivar a mudança dos demais pelo Poder de Deus. Por isso, Ele nos ensina a sermos espertos como as serpentes e simples como as pombas, ainda que vivendo como ovelhas no meio de lobos!

O Apóstolo Paulo ensinou que não temos que usar as mesmas armas que o mundo usa (2 Coríntios 10:3) - "Embora sejamos humanos, não lutamos conforme os padrões humanos."  Então, estes tempos que vivemos e que se aproximam, ainda que de muita colheita e avivamento, são também de perseguição, tempos que precisamos recorrer continuamente ao Espírito Santo para usufruto do controlo das nossas reações e motivações.

Como uma ovelha no meio de lobos, vencerás sendo esperto e simples!

Com amor,
Pr. José Carlos Ribeiro

terça-feira, 2 de novembro de 2021

NA MOUCHE (PARTE 2)

“Pois nós não lutamos contra inimigos de carne e sangue, mas contra governantes e autoridades do mundo invisível, contra grandes poderes neste mundo de trevas e contra espíritos malignos nas esferas celestiais.“ - Efésios 6:12 (NVT)

[... continuação da semana passada]

Gosto de relembrar, continuamente, que Jesus tinha um alvo, “uma mouche” para acertar. Era concentrado neste alvo e dedicava todas as suas energias, foco e atenção ao cumprimento do mesmo, sem nunca desprezar  as  necessidades  de  todos quantos lhe surgiam neste percurso, mesmo sendo aqueles que, algum tempo mais tarde, iriam pedir a sua morte! Jesus foi concentrado “na mouche”! Não lutou contra ninguém de carne e osso, sofreu consequências de injustiça humana, e celebrou a vitória sobrenatural como resultado. Hoje, em pleno século XXI, o Seu legado continua a ser visível, emergente e capacitador. Olhemos para a Sua  Igreja... Jesus concentrou-se na função e não na popularidade!

Se queremos ser pessoas de vitória e de legados, temos que nos concentrar no nosso alvo. E o nosso alvo tem que deixar de ser lutar por uma razão ou por um direito, pois essa luta é deste mundo, é contra a carne e o sangue!

O alvo está montado, a arma preparada e o nosso “olho diretor” focado na “mouche” a atingir,  sem  rodeios  e sem desculpas. Não vou mais defender as “minhas” ideologias ou convicções pessoais. Isso é da carne e do sangue. A minha concentração está em debater e derrotar o mundo tenebroso do pecado, da destruição e da decadência humana, pois esta obra é grandiosa, valorosa e de grande efeito intemporal. Queres aliar-te a este alvo e começar a acertar “na mouche”?

Relaxa, concentra-te e avança sem medo!

Com amor,
Pr. José Carlos Ribeiro

terça-feira, 26 de outubro de 2021

NA MOUCHE (PARTE 1)

“Pois nós não lutamos contra inimigos de carne e sangue, mas contra governantes e autoridades do mundo invisível, contra grandes poderes neste mundo de trevas e contra espíritos malignos nas esferas celestiais.“ - Efésios 6:12 (NVT)

Sempre gostei de fazer tiro ao alvo! Estou a falar do verdadeiro tiro ao alvo, ou seja, com arco e flecha, ou com zarabatana, ou com as pequenas setas lançadas à mão, ou mesmo o tiro com real arma de fogo. Neste domínio de armas de fogo, a experiência vem pelo cumprimento do serviço militar que realizei há uns bons anos na “Cavalaria”. Cada arma tinha o seu modo correto de funcionar e lembro-me duma arma em particular que era de extrema dificuldade de manuseamento para conseguir acertar no centro do alvo, “na mouche”. Era uma pistola de coldre, de uso pessoal, denominada "Colt". Era por demais difícil acertar no alvo, pois o “coice” que esta dava ao apertar o gatilho, levava a acertar no chão, e a poucos metros de nós, vezes sem fim! Era um perigo! Nesses exercícios de tiro aprendi diversas técnicas. Por exemplo, a postura e firmeza de punho, braço e ombro eram fundamentais para conseguir um bom tiro, e utilizar o nosso “olho diretor” era essencial para que a mira realizada fosse a mais perfeita. A concentração tinha que ser absoluta. A mente, o foco no pensamento e o controlo dos músculos eram exclusivamente focados naquela única tarefa - o tiro “na mouche”.

Hoje vivemos num mundo que nos assalta minuto a minuto, sem tréguas, com informação de todo o género. A concentração no exercício de uma função, ou mesmo de poucas funções, torna-se um desafio de grandes dimensões e grande dificuldade. Preocupamo-nos com tudo o que se passa à nossa volta, mas refiro-me no sentido egocêntrico, ou seja, questionando de que forma nos veem, se estamos a ser conciliadores de apreços, ou se temos sucesso em agradar a tudo e a todos! Mas isto é uma grande mentira que, tantas vezes, insistimos em permanecer.

[Continua na próxima semana…]

terça-feira, 19 de outubro de 2021

PANORAMA

“A visão interna é a bússola do líder. Quando ele a perde e as situações começam a forçá-lo a agir, ele torna-se um líder só no nome. Ele deixa de liderar para apenas reagir a situações imediatas e, provavelmente, não permanecerá como líder.” - in “The Servant as Leader” de Robert Greenleaf.

Nesta contínua guerra em que vivemos no quotidiano, são tantos os que se amoldam às circunstâncias e passam a alterar planos, projetos e ideais por diretrizes provisórias e passageiras... Não me refiro a tudo quanto possamos agregar em virtude de processos de confinamentos, restrições ou alterações de "modus vivendi" advindos destes últimos tempos. Isso até tem contornos positivos! Temos assistido a muitas iniciativas criativas que visam o aproveitamento destas circunstâncias ditas de adversas, e sou apreciador da criatividade e originalidade que esta necessidade tem trazido em, praticamente, todos os domínios. Refiro-me, antes, ao baixar os braços numa atitude de aceitação mórbida pelo contexto imposto, como que se não existisse mais luz nenhuma ao fundo do túnel. Precisamos olhar e ver o panorama geral que temos! Levantar os olhos e relembrar as verdadeiras e originais motivações que nos têm levado a vencer os mais variados desafios, guerras e lutas por que temos passado. Este panorama não é mais do que insistir num processo vivido que vislumbra, continuamente, a chegada a uma linha de meta. E é aqui que tantas vezes temos falhado, tentando nos adaptar com sérios riscos de perdermos esta essência.

A Bíblia fala-nos de um personagem fiel a um panorama, a uma visão e a um objetivo. É o Rei David. Um homem que tinha uma grandiosa visão. Contemplava continuamente um panorama global sempre presente e, com ele, avançava nas guerras, nas lutas, nos desafios e nas dificuldades. Juntamente com David, muitos eram arrastados nesta “contemplação” do “seu” panorama e eram incluídos em processos que, até hoje, são inspiradores.

David vivia sob o panorama da construção de um grandioso templo onde todos pudessem achegar-se a Deus, contemplar a Sua Presença, a Sua Ação e a Sua Vida. Este David lutou, projetou e exerceu o seu reinado em molde a que este projeto caminhasse sempre, sem parar, independentemente das guerras com conquistas e derrotas pelas quais teve que passar. David contemplava o “seu” panorama e residia fielmente nele.

Hoje, mediante os processos, projetos, contextos e mudanças em que vivemos, estamos a ser chamados a observar o panorama e a caminhar em direção ao cumprimento deste. Creio que precisamos humilhar-nos e reconhecer que a nossa distração é a distração do mundo, e que o inimigo avança nesta guerra a despeito de teres, ou não, um panorama presente.

Prepara o teu panorama!

Com amor,
Pr. José Carlos Ribeiro.

terça-feira, 12 de outubro de 2021

PODER

“Pois Deus não nos deu espírito de cobardia, mas de poder, de amor e de equilíbrio.” - II Timóteo 1:7 (NVI)

Em 1990, os Snap, uma banda de música eletrónica germânica, lançou um tema que se tornou um êxito mundial - ”I’ve got the power”. Uma música vazia de sentido, mas que o seu refrão enfatiza o desejo e vontade do ser humano em ter poder para os mais diversos apetites e desejos. Ter poder é algo que é mais que apetecido pelo ser humano. É algo inato, faz parte da sua característica natural!

Quando Deus criou o homem e a mulher, Ele ordenou que tivessem domínio e poder sobre a Sua criação (Gn. 1:26). Deus inflou as narinas do homem com o Seu fôlego de vida (Gn. 2:7). Este fôlego de Deus é um fôlego sobrenatural, cheio de Poder para capacitação do homem em vitória perante todas as adversidades.

É vontade de Deus que o ser humano tenha poder sobre todas as coisas, não numa atitude de subjugação, mas numa atitude de serviço e influência em todas as circunstâncias contrárias a este Poder de Deus! O Poder de Deus é-nos dado por Ele mesmo... É-nos dado! Só temos que caminhar, assumir e desenvolvê-lo em nós, sendo portadores da ação sobrenatural de Deus. Nesta caminhada de guerra, eficiente, o Poder é essencial e insubstituível!

Neste momento de batalha, em tempos pandémicos que atravessamos como humanidade em todo o mundo, toda a criação de Deus aguarda a manifestação dos que têm o Poder de Deus e que exercem este Poder sem tréguas e sem cobardias. Reveste-te do Seu Poder!

Com amor,
Pr. José Carlos Ribeiro.

quarta-feira, 6 de outubro de 2021

INGÉNUOS

“Entregue o seu caminho ao Senhor, confie nele, e Ele agirá.” - Salmo 37:5 (NVI)

5 de Outubro de 1998 - Era o último dia de um retiro de jovens que, junto com a minha esposa, tínhamos organizado e dirigíamos. Ali estávamos, com aproximadamente 40 jovens e adolescentes, num tempo de presença sobrenatural de Deus, movendo-se em curas, manifestação pessoal a cada participante, salvações e muito mais. Foi a partir deste retiro que a igreja que hoje pastoreio, a Igreja da Renovação, se iniciou.

Nesse mesmo dia, e de forma surpreendente, pois estava mais interessado em dar do que em receber, sou batizado no Espírito Santo. A explicação do sucedido será sempre insuficiente e não o conseguiria fazer aqui nestas linhas. Mas, desde esse momento, toda a minha perspetiva de vida, de ministério e de profundidade, se transformou abruptamente. Sumarizando, passou a existir uma visão dilatada do Reino de Deus, de tal forma que em tudo o que pensava ou imaginava desenvolver, era em total segurança e sem medos.

Comecei a estabelecer o que chamo de “critérios de ingenuidade”. É verdade! Para ser ingénuo também se deve ter critérios. O fundamento para estes critérios está numa total dependência do Espírito Santo. Significa, enfim, basear cada decisão e projeto no procedimento de um perfeito e absoluto “ingénuo”, para que sempre seja operado com surpresa e expectativa, e nunca faça limites à ação de Deus! Tem-se tornado um exercício delicado e surpreendente mas, acima de tudo, só funciona quando a Palavra de Deus está bem presente e é parte inclusiva e operante em cada processo. Tenho visto que Deus opera mais facilmente com os ingénuos, com aqueles que avançam em total confiança na operação sobrenatural de Deus, mesmo não entendendo muito bem como é que as coisas acontecem! Quando nos acostumamos humanamente aos processos de Deus, passamos a limitá-lo e a impor as nossas próprias restrições ao seu mover.

A ingenuidade, na ação dos processos de Deus, tem sido uma arma poderosa para nos locomovermos em resposta às necessidades do mundo atual, e hoje, mais que nunca, estas necessidades estão bem expostas para que a Igreja de Jesus possa ser uma resposta visível e audível!

As oportunidades estão aí, pululam à nossa volta e esperam soluções, as quais só tu e eu podemos fornecer. Com Deus e a Sua realização, sê ingénuo!

Com amor,
Pr. José Carlos Ribeiro

quinta-feira, 30 de setembro de 2021

BRAÇOS CRUZADOS

“O que as tuas mãos tiverem que fazer, que o façam com toda a força, pois na sepultura, para onde tu vais, não há atividade nem planeamento, não há conhecimento nem sabedoria.” - Eclesiastes 9:10 (NVI)

O mundo de conforto e comodismo, como o conhecemos, tem os dias contados! Quem diria que, em poucos meses, tudo se transformaria e todas as seguranças obtidas passariam a ser abaladas e instáveis! E repare-se que isto acontece a um nível global, não somente numa vida, numa cidade ou num país! É mundial.

No combate a esta pandemia, a humanidade tem-se levantado em esmerados esforços, valentias descomunais, união e vontades. Estou verdadeiramente impressionado com a mobilização que em todo o mundo tem existido neste combate. Vê-se um mundo que descruzou os braços, arregaçou as mangas e se uniu num contra-ataque ao famoso vírus.

Ao mesmo tempo, começamos a contemplar Deus atuar neste mundo de forma abundante e sobrenatural, a ver o Seu Reino ser implantado na terra sem exceção a ninguém, e presenciarmos uma colheita sem precedentes na história da humanidade. O tempo de mudança que vivemos vai trazer esta realidade, breve... Muito em breve! E os braços a ser usados, de quem serão?! Os braços cruzados dos inertes? Os braços cruzados dos apáticos? Os braços cruzados dos que “esperam” a ação de Deus? Não, seguramente que não! 

As mãos da Igreja de Cristo são as minhas e as tuas. São as mãos que obedecem, juntam a confiança à ação, e se levantam num exército destemido que garante um forte contra-ataque ao inimigo sem qualquer hipótese de retaliação.

Vem... Junta as tuas mãos!

Com amor,
Pr. José Carlos Ribeiro

quinta-feira, 16 de setembro de 2021

ATUALIZA A TUA APP

"Vós sois a nossa carta, escrita em nossos corações, conhecida e lida por todos os homens. Porque já é manifesto que vós sois a carta de Cristo..." - 2 Cor. 3:2-3a

Temos o desafio de sermos “uma carta lida por todos”, que é permitir que todos façam uma leitura correta das nossas características. Se dizemos que somos cristãos, mas agimos como se não o fossemos, seremos uma referência errada de Cristo àqueles que estão ao nosso redor. É como um vírus que está a afetar o desempenho do nosso software.

A apostasia (abandono da fé), dúvida, ira, orgulho, vaidade, inveja, maledicência, vaidade, etc, são alguns dos vírus mais comuns que desnorteiam a vida do cristão. Tudo aquilo que nos afasta da intimidade com o Criador, podemos chamar de vírus. Precisamos buscar formas de manter o vírus longe do nosso sistema operativo - a nossa vida.

Os vírus que destroem a nossa vida espiritual também nos atacam de diferentes maneiras:
- Alguns vírus existem apenas para destruir o sistema operativo. Algumas coisas em nossa vida aparecem apenas para acabar connosco, como problemas, crises, doenças e ansiedade.
- Outros vírus roubam senhas, os nossos segredos. Da mesma forma, alguns problemas em nossa vida estão relacionados com a nossa intimidade. Alguns pensamentos e atitudes surgem para atacar a nossa vida íntima.
- Também existem vírus que vão danificando o computador bem lentamente, apagando e desconfigurando pasta por pasta, arquivo por arquivo. Alguns hábitos nossos minam a nossa fé aos poucos e, quando menos percebemos, a nossa relação com Cristo está destruída.

É então nesta altura que impera atualizares a tua App de antivírus e destruíres todo o vírus. Essa atualização é realizada através de ferramentas essenciais para fortalecer a nossa fé, como a leitura da bíblia, a oração e o jejum frequente, e estar debaixo de cobertura espiritual ao participarmos de uma igreja local.

Depois tens que garantir que a tua App antivírus se mantenha sempre atualizada. Mantém a rotina de leitura bíblica, a oração e o jejum em dia. Concentra os teus pensamentos e esforços naquilo que te traz intimidade com Deus.

Lembra-te que tu és a referência de cristão que muitas pessoas têm, por isso, agir corretamente é sempre fundamental.

Com amor,
Pr. José Carlos Ribeiro

quarta-feira, 8 de setembro de 2021

O INTERRUPTOR

"Assim brilhe a luz de vocês diante dos homens, para que vejam as suas boas obras e glorifiquem ao Pai de vocês, que está nos céus." - Mt. 5:16

No meu tempo de secundário, tive uma disciplina onde aprendi algumas bases de eletricidade. Aprendi o que é um circuito elétrico, resistências, unidades de medida, etc. Sem dúvida que tem sido muito útil no dia a dia.

Uma das particularidades dos circuitos elétricos é que eles podem ser interrompidos, ou seja, o fluir da corrente elétrica num determinado circuito pode ser controlado quanto ao prosseguir ou ser parado. Assim funciona, por exemplo, o controlo da emissão de luz numa determinada divisão da casa. Aí existe um simples circuito que leva corrente elétrica à lâmpada e assim, esta, emite luz.

Mas para este controlo de fluxo elétrico funcionar, existe algo essencial... O interruptor! Este é o elemento que determina se a corrente vai fluir e levar a que a lâmpada emita luz.

Hoje esta ilustração leva-me a orar e a refletir sobre que "Luz" estou eu a emitir. Se é uma "Luz" contínua ou intermitente? Estarei a usar um interruptor que não me permita emitir esta "Luz"? Este interruptor poderá ser alguma área da minha vida em que esteja a ser descuidado? Algum pecado encoberto? Algum pensamento? Algum relacionamento?

Hoje, e sempre, te peço Senhor, que me reveles onde está este interruptor, pois quero anular a sua ação em mim.

Com amor,
Pr. José Carlos Ribeiro